José Reis - 85 espécies são distribuídas entre as arbóreas e arbustivas, conforme a Prefeitura

Foto: José Reis - 85 espécies são distribuídas entre as arbóreas e arbustivas, conforme a Prefeitura

SINÔNIMO

220 mil árvores são divididas em 85 espécies em Prudente

Secretaria de Meio Ambiente afirma que a cidade tem espaços que ainda precisam ser ocupados pela arborização e ambientalista defende plantio de mudas nativas

  • 05/05/2019 04:05
  • GABRIEL BUOSI - Da Redação

Quando se fala em áreas verdes em Presidente Prudente, logo se pensa no Parque do Povo, local que já se tornou um cartão postal. A arborização do município, no entanto, não se resume ao espaço que corta diversos bairros e traz lazer a tantas famílias. Conforme a Prefeitura, Prudente conta com mais de 85 espécies, sendo que a estimativa na quantidade de árvores gira em torno de 220 mil indivíduos, entre pequeno, médio e grande porte. “Temos feito um trabalho de recomposição, mas sabemos que temos uma área muito grande e que ainda precisa ser ocupada, e esse é o nosso objetivo”, informa o titular da Semea (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), Wilson Portella.

As 85 espécies são distribuídas entre as arbóreas e arbustivas, conforme a Prefeitura, de forma que o município não conta com nenhuma das catalogadas e que estejam ameaçadas de extinção. Sobre a importância de a cidade contar com tais árvores, que promovem sombras, momentos de lazer e, principalmente, auxiliam na saúde e meio ambiente, o secretário informa que elas aumentam o conforto e valorizam o município ao protegerem a exposição dos raios solares. “Elas diminuem a temperatura dos espaços abrigados e envolventes, aumentam a humidade do ar tornando o ambiente mais agradável, protegem do vento, valorizam o património envolvente, melhoram a estética das cidades, promovendo, assim, a diversidade de cores e de luz”.

Além disso, o titular da pasta esclarece que elas trazem melhor qualidade ambiental, absorvendo dióxido de carbono - um dos gases responsáveis pelo efeito de estufa, liberam oxigénio, fixam poluentes em suspensão, reduzem o ruído, servem de abrigo e alimento a diversas espécies animais e favorecem a biodiversidade. “A espécie dominante é a Licania tomentosa, conhecida popularmente como Oiti. Ela está entre as que mais comuns no município, seguida por Ipês, Sibipirunas e Mangubas. A quantidade mínima preconizada pela OMS [Organização Mundial da Saúde] seria de uma árvore por habitante, por isso, a secretaria realiza diariamente plantios no município”. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), em 2018 a população estimada na cidade era de 227.072 habitantes.

Valorização das árvores nativas

Para o ambientalista Djalma Weffort, o número de espécies que a cidade conta está dentro do que é considerado esperado pelo porte do município, mas ele afirma que a administração pública poderia mudar o cenário atual ao tentar introduzir ainda mais as espécies nativas, já que as exóticas são as predominantes. “As espécies nativas, como é o caso dos Ipês, já são adaptadas ao clima, requerem menos cuidados e suportam períodos mais prolongados de secas e oscilações de temperatura, o que é mais difícil nas exóticas”.

Questionado sobre a importância dada atualmente para as árvores, ele afirma que analisa de forma geral, e não de Prudente em especial, a situação como algo que precisa de políticas públicas e que melhorem o panorama, já que, de modo geral, essa é uma questão ainda “bastante deficitária”. “Fora a questão cultural, quando muitos enxergam as árvores como algo que traz sujeira, quebra calçadas e não como sinônimo de bem-estar”, finaliza.