Crianças encaram aventuras e desafios em programa de férias

Com inscrições esgotadas, Sesc abre lista de espera para interessados que ficaram de fora

JULHIA MARQUETI - Especial para O Imparcial • 12/07/2018 05:35:00

No slackline, pequenos se arriscaram a passar por fita elástica. Foto: Marcio Oliveira

Julho é o período de férias e isso significa para as crianças aproveitar o tempo com atividades que não poderiam ser feitas enquanto as aulas estavam ocorrendo. Na lista de alguns, com certeza estão presentes os jogos eletrônicos, o uso de celulares, e o maior tempo que conseguir ficar em frente à TV até zerar aquela partida de videogame, o que não é o indicado. Sendo assim, para dar movimentação às crianças e proporcionar novas experiências para cada uma, além de um contato a mais com o meio ambiente, o Sesc Thermas de Presidente Prudente promove, durante o mês, o Programa de Férias.

Com o tema AFAN’S (Atividades Físicas de Aventura na Natureza), a unidade começou a oferecer ontem, três das seis atividades que vão tirar as crianças de casa: a vivência com bumerangue, o circuito de atividades e slackline. Com as 50 inscrições já esgotadas, o Sesc abriu lista de espera para aqueles que não se inscreveram a tempo. “Quem ainda quiser pode colocar o nome e, a partir da oportunidade, o pessoal entra em contato para avisar”, explica o monitor de esportes do Sesc, Daniel Yonashiro.

As vagas esgotadas só entregam que a ideia em que foi criado o projeto tem dado certo. “A ideia foi proporcionar atividades que dão contato ao meio ambiente para as crianças, já que é fundamental ter esse contato, essa vivência. E a boa procura a gente vê como um bom sinal, percebemos que as famílias estão preocupadas em manter as crianças com brincadeiras saudáveis, que estimulam essa percepção e esse contato com o ar livre”, destaca Daniel.

Falando em famílias que apoiam, as mães não deixaram de lado as crianças quando estavam aproveitando as atividades proporcionadas na tarde de ontem. Um exemplo disso é Zediva Sokert, que admitiu ter várias coisas em casa para fazer, mas preferiu ficar ali, acompanhando seu filho Eduardo Sokert. “Pra nós, é muito importante e ele é super ativo, então quis vir, ficou me cobrando a manhã inteira de que estava na hora, mas está sendo bom, é a primeira vez que ele participa”, conta. Observando seu filho encarar a fita de slackline, Zediva admitiu que seu filho, se não estivesse ali, estaria no sofá. “Ele gosta de atividades, mas senão tiver, ele fica sentado o dia todo no celular”, afirma.

Com 7 anos, Eduardo é portador da síndrome da hipermobilidade, que acarreta dores nos membros inferiores. Por conta disso, às vezes Zediva acha que não é uma má ideia manter o filho longe de atividades de grande movimentação. “Ele tem limitações, então às vezes até a gente prefere que ele fique um pouco dentro de casa, sou bem cautelosa, mas ele tem que se acostumar com a vida de criança, ativa e saudável”, destaca.

Em relação à atividade, que exige equilíbrio e atenção das crianças ao serem desafiadas a passarem por uma fita elástica, Eduardo se mostrava feliz, porém, com o sentimento de medo. “Dá um susto, porque balança demais, mas o professor me ajudou e ficou um pouco melhor, mesmo assim deu medo de cair”, afirma. Para ele, a oportunidade de aproveitar esta atividade foi ótima. “É gostoso porque não é sempre que tem, por isso fiquei no ouvido da minha mãe pra virmos logo, eu queria participar, como estou participando agora”.

Bumerangue

Além da fita de slackline e o circuito atividades, que convidava a criança a rolar, saltar, subir e descer em diversos obstáculos distribuídos no espaço, ocorria também a vivência com bumerangue. “As crianças confeccionam e arremessam também, são atividades que estimulam habilidades, coordenação motora”, enfatiza Daniel. Tanto a parte de criar seu próprio bumerangue, quanto a parte de arremesso, encantou as crianças que estavam ali, apesar de ter dado trabalho. “É difícil acertar o jeito que joga para ele voltar certo, mas dá pra pegar o jeito. Assusta também a velocidade que ele vem, porque é rápido, mas eu gostei bastante”, afirma Douglas Gomes, 7 anos.

Já para Julia Yonashima, a maior dificuldade foi criar o seu próprio, já que qualquer erro dificulta o movimento. “Se a gente fizer um negocinho errado, já era, tem que começar tudo de novo, porque senão depois não vai dar para jogar, então a gente faz, refaz, até que tudo fique certo”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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