COTIDIANO

Imprudência no trânsito impacta economia e saúde do país

  • 26/06/2019 04:00

O último feriado prolongado foi sangrento nas estradas da região de Presidente Prudente. Entre quarta-feira e domingo, a Polícia Militar Rodoviária registrou 26 acidentes, sendo 13 sem vítimas e 13 com vítimas. Neste último grupo, três pessoas morreram, quatro foram resgatadas com vida, mas em estado grave, e outras 19 pessoas tiveram ferimentos leves. Cenário muito triste, principalmente se for considerado que a maioria dos estudos sobre os fatores que propiciam os acidentes no trânsito indicam que 90% deles são causados por falha humana, seja por imprudência, imperícia ou distração. Mais preocupante ainda, se avaliar que além da perda de vidas, tais tragédias também carregam consigo um impacto econômico e no sistema de saúde pública.

Os acidentes de trânsito graves como os registrados no último final de semana na região de Prudente não afetam somente familiares e amigos de quem foi vítima. Toda economia é impactada, sobretudo devido a perda de vidas de pessoas ativas. Normalmente jovens que estão iniciando suas trajetórias no mercado de trabalho e que estão entre as principais vítimas do trânsito. De acordo com o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a violência no trânsito nas rodovias federais, estaduais e municipais gerou um custo de R$ 40 bilhões ao país em 2015.

Outro impacto importante de tais tragédias é visto na saúde pública. A OMS (Organização Mundial da Saúde) estima que os acidentes de trânsito rodoviários custam, em média, 3% do PIB (Produto Interno Bruto) para a maioria dos países. Em 2017, segundo dados do Ministério da Saúde, foram mais de 181 mil internações no país somente em razão de acidentes de trânsito, o que provocou um custo de quase R$ 260 milhões ao SUS (Sistema Único de Saúde).

Motivos que devem levar o motorista a redobrar a atenção quando pegar ao volante. Muitas coisas estão em jogo quando estamos na direção de um veículo. Além das nossas próprias vidas, das pessoas que amamos e de terceiros, a economia e a saúde pública do país podem ser atingidas pela nossa responsabilidade. Resta saber se vamos utilizar nossos veículos como meios de transporte ou transformá-los em armas letais.