Preservação da história

Museu de Prudente faz exposição com máquinas de escrever de 11 a 31 de janeiro

Com o avanço tecnológico e equipamentos mais modernos, objeto virou produto valioso e de desejo apenas de colecionadores

12/01/2019 08:00 • OSLAINE SILVA - Da Redação
Marcio Oliveira: Quem conhece pode, com a exposição, relembrar importância do objeto facilmente encontrado em décadas passadas Marcio Oliveira: Quem conhece pode, com a exposição, relembrar importância do objeto facilmente encontrado em décadas passadas

De 11 a 31 deste mês de janeiro, de terça a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 17h, no Museu e Arquivo Histórico Prefeito Antonio Sandoval Netto, em Presidente Prudente, disponibiliza mais uma exposição, “Máquinas de Escrever”, àqueles que têm interesse em conhecer equipamentos/objetos que já foram muito importantes em anos passados.

Conforme Valentina Terescova Romeiro Flores, diretora do local, hoje, assim como as antigas sonatas, vitrolas, relógios, câmeras fotográficas entre outros, esse objeto virou produto valioso e de desejo apenas de colecionadores.

Na mostra estão segundo a diretora, seis peças, das 56 que compõem o acervo, para apreciação do público, dentre elas: Remington (1930), Olivetti (1970), Hermes (1980) e Triumph (1940).

“Se uma máquina de escrever tiver passado pelas mãos de pessoas como Francisco Cunha [autor de “O Picadeiro”] então, como uma que faz parte do nosso acervo, da década 40, seu valor aumenta ainda mais. Foi pensando nisso que resolvemos dividir com o público a nossa valiosa coleção desses itens”, expõe a diretora.

Valentina comenta que com o avanço tecnológico, as máquinas de escrever foram sendo substituídas pelos computadores que foram chegando com tudo tornando alguns tipos de trabalho muito mais práticos e rápidos de serem produzidos, concluídos. Como escrever/digitar um texto, um livro, por exemplo.

 

A exposição é uma forma de preservação da história. Uma maneira de quem a utilizou relembrar o que significou em dado momento

Valentina Terescova Romeiro Flores,

diretora do local

 

Depois eles foram diminuindo de tamanho, se tornando cada vez mais modernos com os notebooks, tablets, ipods, ipads e celulares de última geração. Contudo, antes disso, lá atrás muitos dos principais nomes da literatura mundial, ou jornalistas, por exemplo, escreveram suas grandes e riquíssimas obras nas velhas máquinas de datilografar!

“A máquina de escrever é precursora, foi ela quem deu o pontapé às tecnologias de ponta que temos atualmente. E muita gente de hoje em dia que tem habilidades múltiplas, domínio total com seus iphones, smartphones, desconhecem esse objeto. A exposição é uma forma de preservação da história. Uma maneira de quem a utilizou relembrar o que significou em dado momento. E para quem não conhece, a oportunidade”, destaca Valentina.

 

Curiosidades

Aqueles que tiveram a oportunidade de fazer um curso de datilografia sabem bem como era manusear esse equipamento mecânico, eletromecânico ou eletrônico. Para escrever na manual, que foram as primeiras a surgirem no mercado, era preciso apertar as teclas com certa força para que imprimissem as letras, os números e símbolos no papel sulfite, que era colocado na máquina em uma espécie de rolo na parte superior traseira.

Depois vieram as eletromecânicas que tinham o auxílio de um motor elétrico o que diminuía o esforço da digitação e dava maior “agilidade” na escrita. Mais à frente as eletrônicas apareceram. O acionamento dos tipos em margaridas ou esferas alcançava melhor velocidade, assim como a qualidade de impressão. Outra coisa bacana era a possibilidade de correção dos erros, com as fitas corretivas.

 

Serviço

A mostra “Máquinas de Escrever” está na sala de exposição do Museu e Arquivo Histórico Prefeito Antonio Sandoval Netto localizado à Rua Dr. João Gonçalves Foz, 2.179, Jardim das Rosas, Presidente Prudente. O horário de funcionamento é das 8h as 12h e das 13h as 17h. A entrada é gratuita. O telefone: (18) 3223-9404.