COTIDIANO

Seguir a tradição ou quebrar o protocolo?

  • 26/06/2019 04:23
  • Marcos Alves Borba

Todos os dias vivenciamos um novo ciclo e, mesmo que sua conduta esteja preparada para o normal, para uma rotina que já esteja acostumado. Mesmo que seu ritual, na sua plenitude, não encabece ao menos uma cogitada rotina impensada. Um novo ciclo sempre se edificará as nossas pequenas ou enormes afeições. Não podemos esquecer jamais, pois fazemos parte de um processo chamado efemeridades do tempo. E, necessariamente nesta conduta, nunca estaremos fora dela. Por mais que deixe de fazer seus planos, não esqueça as mudanças, pois por si só é consequência natural de que te levará de toda maneira, mesmo que não aceite isso.

Que o mundo mudou e as coisas acontecem em ritmo de trem bala, podemos dizer não ser mais novidade, desde que saibamos de certa forma tentar acompanhar e procurar as melhores alternativas e como segui-las. Evidentemente que as opiniões se divergem, onde tem aqueles que de maneira consciente contribuem de alguma forma, enquanto outros, mesmo inconformados, procuram turbulências, por não aceitar e querer impetrar suas estupendas sugestões. Somos humanos, e para que possamos entender e querer um mundo melhor, será necessário um verdadeiro congraçamento de todas as diferenças, numa sublime evolução, para fazer com que, as próximas gerações se alinhem melhor.

As tradicionais festas juninas, que desde que nos conhecemos por gente, sempre existiram. Houve alguma evolução dessas tradições? O que se prevalece da famosa dança das quadrilhas, sendo que verdadeiramente conhecemos o ritual, onde se forma pares, são quando meninas dançam com meninos. E para se executar uma grande festa segue-se o tradicional casamento. Nesse contexto ainda nos deparamos com as diferenças, o que muitos não buscam esse ritual festivo por se sentirem isolados do grupo. Isto é, na pura essência como pessoas, danço com ele ou danço com ela? Essa essência pode ainda não estar formada, pois se demonstram confusas, por uma simples maturidade de tempo. Qual a performance indiscreta diante de uma sociedade que impõe, cobra, exige, e não aceita, não respeita e pré-julga, na crença de  que  essas atitudes sejam de outro mundo.

E aí, nos confrontarmos por não aceitarmos e impor por ser livre, desde que suas condições lhe mantem ao alcance de suas decisões? Essa adversidade, hoje tão comentada, é possível que ainda incite um grande desconforto entre muitas crianças e adolescentes, que verdadeiramente se calam por não entenderem e até não quererem comentar.  

E o Dia dos Pais, Dia das Mães – se algumas crianças tem outras não tem. Se tem foi por adoção, e que homens e mulheres compartilham das duas partes. Isto é, meu pai tem outro. Minha mãe tem outra. Como se comemora uma festa tradicional do Dia das Mães se ela tem outra? Como se comemora o Dia dos Pais, se ele tem outro? Se o mundo vem mudando, infelizmente, muitos ainda não estão preparados, e entender que todos somos humanos e que urgentemente precisamos unificar as pessoas.

Imaginem que o futebol feminino foi até proibido por lei brasileira e felizmente hoje continua numa grande luta de se impor e ser acreditada por toda uma nação. Se quisermos crescer, se desenvolver, evoluir, temos muito o quê fazer, isto é, fazer o nosso dever de casa.

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