28 de dezembro de 2016 às 08h45 - Editorial
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Além de revelar novos talentos, ações esportivas contribuem para a inclusão

 

O envolvimento das empresas brasileiras com o esporte tem sido cada vez maior e vem abrangendo diferentes segmentos. No entanto, o número de empresários que atuam como patrocinadores de times ou atletas por aqui ainda é muito pequeno, quando comparado com outros países.

Muitos atletas, principalmente os amadores, desistem da carreira ainda no início pela falta de incentivo e, consequentemente, de resultados. Apesar da dedicação e do talento, a maioria deles, ainda jovens, precisa conciliar a maratona de treinos com os estudos e até com o trabalho. Quando chega a hora de participar de um campeonato, a grana para passagens, hospedagens e inscrições muitas vezes tem que sair do próprio bolso. Com tantas dificuldades, o desempenho nem sempre é favorável. E desistir acaba sendo mais fácil.

Alguns projetos tentam reverter este quadro e podem com certeza servir de exemplo. Desde 2011, o projeto de basquete feminino do CTU (Centro de Treinamento Unimed) proporciona a meninas de 11 a 18 anos, de Presidente Prudente, a oportunidade de aprender a modalidade, através de aulas e jogos, como meio de inclusão social. Desenvolvida pela parceria entre a Unimed e a Semepp (Secretaria Municipal de Esportes), a ação conta hoje com cerca de 50 participantes, que mantêm contato com o esporte três vezes por semana e já demonstram progresso no comportamento, seja no treino, na escola ou em casa.

Conforme relato do próprio responsável pelo projeto, as meninas que integram o basquete do CTU têm muito a comemorar não só dentro das quadras, mas também fora delas, já que estão longe de problemas sociais hoje tão comuns no dia a dia, como atritos com a família, gravidez precoce ou drogas. Como se não bastassem a oportunidade de aprender e a melhora da autoestima e saúde das atletas, a ação ainda pode revelar novos talentos que, num futuro próximo, formarão e representarão nossas equipes em competições.

Encerradas agora no fim do ano, as aulas do projeto Vivo/Semepp – realizadas desde 2012 – também merecem ser lembradas. Conforme noticiado em O Imparcial, em março deste ano, cerca de 290 crianças e adolescentes, entre 11 e 16 anos, participaram da ação, que tinha como objetivo incentivar a prática da modalidade nas categorias de base.

Vários frutos foram colhidos com este trabalho. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a equipe sub-16 de basquete masculino do Tênis Clube/Criarte/Semepp. A maioria dos jogadores do time saiu das escolinhas e neste ano levaram o título do Campeonato Paulista.

Projetos como estes são importantes e fundamentais, não só para auxiliar os atletas na carreira, mas também estimular a prática de outras modalidades no país, além do futebol. Esperamos que no próximo ano aumente o número de atendidos e, principalmente, de parceiros – seja do poder público ou iniciativa privada – interessados em contribuir com o esporte prudentino.