03 de janeiro de 2017 às 08h55 - Cultura
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Cantora diz que “governo é espelho do seu povo”

por OSLAINE SILVA-Da Redação

 

A cantora de MPB (Música Popular Brasileira) Glaucia Nasser diz que o que destruiu o alicerce do país, não é apenas político. “O governo é um espelho do seu povo. O que está lá em cima é uma lente de aumento do que está aqui embaixo. O povo se utiliza muito do jeitinho. Basta de dar um jeitinho. Isso não ajuda o Brasil. Podemos ter um governo que nos governe de forma prática e democrática. Garcia Marques diz ‘o artista tem que ter um compromisso com seu tempo’. E é o que tenho nesse momento, se continuarmos divididos não chegaremos a lugar nenhum e se e minha arte pode ajudar encontrar um ponto de convergência ficarei muito feliz. Abracemos nossa causa. A nossa bandeira”, ressalta a cantora mineira.

Gláucia: “se continuarmos divididos não chegaremos a lugar nenhum”

Para Glaucia, por mais que todos pensem que estamos passando por um momento muito ruim, ela enxerga o contrário. Que este é um momento muito rico porque não tem como o Brasil não sair dessa se todos se unirem pela sua saúde.

“É como uma casa que está em ruínas. É doloroso pensar em uma demolição, mas é a partir daí que se conseguirá construir algo novo. Do alicerce. Da base.Todo mundo pode fazer o que estou fazendo, desde que comecei a trabalhar meu último disco, ‘Um Lugar’, estudar o nosso país. E pensar no que diz Jean Claude Obry em seu livo ‘Brasil Meu Amor’: todas as vezes que priorizamos o nosso interesse pessoal a cerca de qualquer questão estamos dentro do jeitinho’”, destaca.

 

Não seja egoísta

Glaucia pergunta: “Mas não é mesmo que nos tornamos uma sociedade muito egoísta? Pensei… se eu nação acabar com o meu egoísmo essa casa, essa estrutura vai ser mais difícil para ser rompida… a equação é: se conseguirmos ser menos egoístas, não priorizar tanto nosso interesse próprio e sim o da nação é igual diminuir o sofrimento por qual estamos passando… se nos alienarmos nessa energia do bem comum temos que fazer uma escolha rápida”, pontua

E foi assim que de repente sua arte começou a fazer parte desse movimento. Não em querer aplausos para si. Mas, a trilhar mais um caminho do que sente ao que a si mesma. “Nada do que for construído fora tem que ser construído dentro. Não tem como continuar sendo egoísta, egocêntrico. Sinto muito, de verdade, ver tantas pessoas buscando seu próprio sofrimento”, lamenta a artista.