10 de janeiro de 2017 às 09h07 - Prudente
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Supermercados trocam moedas por brindes

por MELLINA DOMINATO-Da Redação

A falta de moedas para troco é uma realidade, não somente em Presidente Prudente, mas em todo o país. Alguns comerciantes chegam a ofertar balas aos seus clientes, prática proibida pelo CDC (Código de Defesa do Consumido). Tendo em vista a necessidade de juntar os pequenos valores, supermercados sediados na capital da Alta Sorocabana realizam promoções que trocam determinadas quantias em moedas e ainda distribuem brindes.

É o caso do Supermercados Nagai. Na unidade localizada na Avenida Brasil, os clientes que trocarem R$ 50, em moedas de R$ 0,10 e R$ 0,05, ganham uma caixa de chocolate Bis. Conforme Alessandra Rodrigues, do Setor de Atendimento ao Cliente, os interessados devem levar as moedas até o balcão de atendimento, onde será feita a conferência e entrega do valor correspondente em cédula. “Estamos tendo bastante procura. No fim de ano as pessoas costumam estourar os cofrinhos e, assim, acabamos recebendo diversos valores”, comenta. Ainda explica que moedas de todos os valores podem ser trocados na unidade. No entanto, o brinde só vale para o montante já mencionado, em R$ 0,10 e R$ 0,05.

Também com intuito de estimular a troca de moedas, o Supermercados Estrela entrega o mesmo brinde a consumidores que levarem à unidade do Jardim Bongiovani qualquer quantia acima de R$ 100 em moedas de qualquer valor. Estas devem ser apresentadas no balcão fiscal, e não diretamente no caixa.

 

Em falta

Em setembro de 2016, o BC (Banco Central) foi autorizado a encomendar de fornecedor estrangeiro a confecção de cédulas e moedas para abastecer o meio circulante nacional, através da MP (Medida Provisória) 745/2016. Segundo a “Agência Senado”, como hoje o comércio enfrenta dificuldade de troco, devido à falta das cédulas e moedas, as aquisições obedecerão cronograma fixado pelo BC para cada exercício financeiro, observadas as diretrizes estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional. O banco deverá realizar as contratações em conformidade com a Lei de Licitações (Lei 8.666/1993).

Para baixar a medida, o governo alegou “inviabilidade ou fundada incerteza” quanto à capacidade da Casa da Moeda do Brasil de atender a demanda por meio circulante. Para o governo, isso caracteriza “situação de emergência” prevista na Lei de Licitações. Situação semelhante ocorreu em 1994, quando foi lançado o Plano Real.