Um homem, de 56 anos, foi preso em flagrante por feminicídio na noite desta segunda-feira após assassinar a facadas sua companheira, de 63 anos. O crime ocorreu na residência do casal, no bairro Santa Rosa, em Pirapozinho. Ao ser abordado, o indivíduo confessou o assassinato, alegando informalmente que havia matado a companheira para “tirar uma feitiçaria”. O sepultamento da vítima foi marcado para às 17h desta quarta-feira.
De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado pela Polícia Civil, a Polícia Militar foi acionada após testemunhas ligarem para o telefone de emergência 190 relatando uma agressão física. Ao chegar ao endereço indicado, os policiais encontraram o agressor sentado no quintal da casa, ao lado do corpo da vítima, ainda em posse da faca utilizada no crime.
Diante dos fatos, ele recebeu voz de prisão. No entanto, ao ser conduzido à Delegacia de Polícia de Pirapozinho e formalmente interrogado pela autoridade policial, o indiciado optou por exercer o seu direito constitucional ao silêncio.
Risco de linchamento
A gravidade do crime atraiu dezenas de moradores para a frente da residência. Com a chegada das autoridades civis e militares, constatou-se um cenário de extrema tensão, com pessoas filmando a cena e tentando invadir o local para agredir e insultar o suspeito. Uma ação conjunta das polícias Civil e Militar foi necessária para conter os populares e garantir a segurança, evitando o linchamento do preso.
O delegado responsável pelo caso, Rafael Guerreiro Galvão, decretou a prisão em flagrante por feminicídio, crime considerado hediondo e inafiançável. A conduta foi enquadrada no artigo 121 do Código Penal, combinado com a Lei Maria da Penha, por envolver violência doméstica e familiar em uma relação íntima de afeto.
Perigo de autolesão
Segundo o despacho policial, o autuado apresentou comportamento altamente instável, agressivo e agitado após a detenção, recusando-se a colaborar com os procedimentos de praxe. Devido ao estado emocional e ao iminente risco de autolesão ou tentativa de suicídio, ele permaneceu algemado na cela da delegacia por medida cautelar.
O caso foi imediatamente comunicado à Delegada Seccional de Presidente Prudente e à Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri da Comarca. O homem foi transferido para uma cela adequada na seccional para garantir a manutenção de sua integridade física enquanto aguardava a audiência de custódia.
A Polícia Científica realizou a perícia técnica no local do crime para coletar as provas necessárias que instruirão o processo judicial.