Kiko queria ser Thor

Kiko queria ser Thor, Capitão América ou ser milionário. Queria ser grande! Tudo que Kiko sonhava, não cabia em sua realidade. Kiko queria tanto ser gigante e com milhões de seguidores no Instagram. Cegava-se com relação à grandiosidade de sua própria realidade. Sua família era relativamente bem, economicamente. Kiko poderia entender que encontrava-se e que tudo estava bem, mas sentia-se frustrado. Dirigia o pensamento, em direção aos projetos por demais expansivos, onde ele mesmo não sentia-se contido e realizado. 
Permanecia dentro de uma redoma, tomado pela euforia ou alegria patológica durante muito tempo. Até frustrar-se e retornar ao ponto zero. Observava que aquilo não o satisfazia. Voltava para os negócios do pai. Mas, sentia-se pequeno e confuso. Desanimado e inútil. Tudo que Kiko queria era algo suntuoso. Muitas vezes Kiko permanecia em “cima do muro”, pois entendia que nem uma coisa, nem outra eram do tamanho de sua idealização.
Kiko sentia que tudo fugia de seu controle. Ele envolvia-se de forma visceral, com o tempo, sentia-se desanimado e aquilo ia perdendo a força. Kiko não esperava pelo tempo de maturação inerente e, assim, “morria na praia”. Então tomava outra direção. Investia, seguia e não aprofundava. Não aprendia com a experiência emocional. Qualquer empecilho ou dificuldade era motivo para desistir, e lá estava Kiko fugindo. Fugia, negava a realidade e tudo perdia a graça, pois Kiko idealizava o inalcançável.  
Sinais e sintomas da síndrome maníaca, um pouco mais de Kiko: aumento da autoestima, sentimento superior, melhor, mais potente, etc. Elação, isto é, sentimento de expansão e engrandecimento do eu. Insônia, geralmente associada à sensação de diminuição da necessidade de sono. Logorréia, produção verbal rápida, fluente e persistente. Pressão para falar: tendência a falar sem parar. Agitação psicomotora: que pode ser muito intensa, até quadro de furor maníaco. Irritabilidade: que pode ocorrer em graus variados, desde leve irritabilidade até a franca agressividade. Arrogância: em alguns pacientes maníacos, é um sintoma destacável. Geralmente desorganizado e sem objetivos precisos. Desinibição social e sexual, levando o paciente a comportamentos inadequados em seu meio sociocultural; comportamentos que o paciente não realizaria fora da fase maníaca. Tendência exagerada a comprar objetos ou a dar seus pertences indiscriminadamente. Ideias de grandeza, de poder, de importância social, que podem chegar a configurar verdadeiros delírios de grandeza ou de poder. Alucinações: geralmente auditivas, com conteúdo de grandeza. Assim, Kiko era um desmemoriado, de forma mecânica, não registrava ou não aprendia com a experiência emocional e assim tudo passava “batido”. 
 

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