Pecuarista deve estar atento ao custo de produção e a sua relação com a formação de preços

Cristiano Machado

Pesquisador da Embrapa e coordenador do Cicarne, Guilherme Malafaia, concedeu entrevista ao “Agro & Negócios”, da Rádio 101 FM, aos domingos, das 7h às 8h

COLUNA - Cristiano Machado

Data 06/01/2022
Horário 07:30
Foto: Dalízia Aguiar/Embrapa 
Produtor deve estar antenado ao ambiente de negócios para saber explorar oportunidades, avaliou o coordenador do Cicarne
Produtor deve estar antenado ao ambiente de negócios para saber explorar oportunidades, avaliou o coordenador do Cicarne

Em entrevista ao programa “Agro & Negócios”, da Rádio 101,1 FM de Presidente Prudente, aos domingos, das 7h às 8h, o coordenador do CiCarne (Centro de Inteligência da Carne Bovina), Guilherme Cunha Malafaia, abordou as perspectivas para a pecuária em 2022. Pesquisador da Embrapa Gado de Corte, com sede em Campo Grande (MS), ele também deu orientações aos pecuaristas para o próximo ano, com base no mais recente boletim do CiCarne.
Entre as principais orientações, está esta: o produtor deve fazer um rígido controle dos custos de produção. O pecuarista deve estar atento ao custo de produção e a sua relação com a formação de preços, além do comportamento do ciclo pecuário. “A partir desse entendimento, que ele possa estabelecer estratégias de curto, médio e longo prazo. Ferramentas de gestão de risco de preços para minimizar os impactos da volatilidade do mercado. Antenado no ambiente externo dos negócios e saiba explorar as oportunidades que o mercado apresentar”, destacou.
Confira a entrevista na íntegra no www.norteagropecuario.com.br.

 


“Vivemos ainda um momento que exige algumas restrições em virtude da pandemia. E neste leilão, especificamente por sua característica, é imprescindível que tenhamos um público maior, pelo envolvimento de toda a cadeia produtiva do agronegócio, além das diversas entidades que são contempladas. São fundamentais para o resultado na arrecadação o engajamento dos voluntários e voluntárias além das empresas parceiras durante o planejamento e, sobretudo, a presença e envolvimento de todos no dia do evento". 
Leiloeiro Eduardo Gomes, idealizador e realizador do Leilão Pecuária Solidária, ao anunciar o adiamento em 2021 e confirmar que o evento de 2022 será no primeiro semestre, em Paraíso do Tocantins (TO). O projeto, que une a cadeia produtiva do agronegócio de várias partes do país e outros segmentos da sociedade, já destinou R$ 3,1 milhões a entidades assistenciais do Tocantins, Goiás, Pará e São Paulo.
Saiba mais no www.norteagropecuario.com.br.

Pesquisadora destaca desempenho agronômico de cultivar de batata-doce com validação em área comercial em PP 

A nova cultivar de batata-doce de polpa roxa é o foco da publicação que apresenta a BRS Anembé, suas características e adequação para diversos usos, do campo à mesa. Produzido por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores da Embrapa Hortaliças (Brasília-DF), o CT (Comunicado Técnico) destaca as qualidades agronômicas da cultivar, assim como o seu desempenho observado nos experimentos instalados em diversas regiões do Brasil.
O crescimento do mercado e de demandas da cadeia produtiva foram as molas propulsoras dos trabalhos de pesquisa voltados para o desenvolvimento de cultivares de polpa roxa.
A história da BRS Anembé começa a partir de 2013, quando foram iniciados os primeiros experimentos para seleção de genótipos de polpa roxa na Embrapa Hortaliças. Em 2017, seis genótipos mais produtivos foram selecionados e, dando seguimento ao plano de trabalho, nos anos de 2018 e 2019 foram instalados ensaios em Brasília (DF), Canoinhas (SC), Estiva (MG), Petrolina (PE) e Uruana (GO). Em Presidente Prudente, um dos principais polos de produção no país, ocorreu a etapa de validação em área comercial.
Segundo a pesquisadora Larissa Vendrame, que coordena as pesquisas de melhoramento genético de batata-doce da Embrapa Hortaliças, e assina a publicação juntamente com os pesquisadores Raphael Melo, Giovani Olegário, Geovani Amaro, Lucimeire Pilon, Jorge Anderson, Jadir Pinheiro e Ricardo Borges, “esses ensaios comprovaram o bom desempenho agronômico da cultivar, notadamente sob a forma de uma boa qualidade de raiz para o processamento industrial, em função de matéria seca acima de 30%, e ainda o alto potencial para uso culinário.”
Nos ensaios, que também incluíram a avaliação de danos por pragas e doenças, a cultivar BRS Anembé se destacou por demonstrar ampla adaptabilidade, estabilidade de produção em diferentes ambientes e manutenção da qualidade de suas características.
As diversas aptidões e formas de processamento são outros atrativos da nova cultivar: no mercado nacional, há pelo menos cinco indústrias de médio e grande porte processando batata-doce de polpa arroxeada na forma de chips. O Comunicado Técnico contempla essa questão, registrando que mesmo com esse potencial, a média de produtividade nacional ainda é baixa – 14 toneladas por hectare (IBGE-2020). Nesse contexto, de acordo com a publicação, a BRS Anembé mostra-se uma boa alternativa para a cadeia produtiva.
Nesse contexto, o processamento de raízes voltado à produção de doce, batata-palha, corantes, pó para shakes, fécula, entre outros, dadas às características de qualidade da cultivar, permite ao produtor e à agroindústria a agregação de valor aos produtos, propiciando que seus derivados possam ser utilizados em maior gama de preparos/receitas, entre as diversas possibilidades de uso.

OFERTA PÚBLICA
A BRS Anembé foi lançada juntamente com a BRS Cotinga e a CIP BRS Nuti, todas objeto do edital de Oferta Pública 14/2021, que licenciará produtores de mudas de batata-doce, inscritos no Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem), e interessados na licença não exclusiva, intransferível e onerosa do direito de utilizar a marca “Tecnologia Embrapa”. Aberto em 06/12/2021, o edital tem prazo de encerramento no dia 06/01/2022, quando serão divulgados os nomes de empresas/produtores vencedores. (Por Anelise Macedo, de Brasília (DF), da Embrapa Hortaliças)

Foto – Embrapa/Divulgação 

Em Presidente Prudente, um dos principais polos de produção no país, ocorreu a etapa de validação em área comercial


Larissa Vendrame: “Alto potencial para uso culinário”

Veja também