​​​​​​​Inovação na área pública requer coragem

Enquanto o mundo ainda está se adaptando aos desafios dos avanços tecnológicos para a Indústria 4.0 (Inovações Tecnológicas da Era Digital), muito já se fala em Sociedade 5.0 - modelo de Organização Social em que as tecnologias são desenvolvidas com foco nas necessidades humanas.

A expressão refere-se à revolução que coloca as tecnologias que criamos em nosso próprio benefício, visando melhorar a qualidade de vida. Estes conceitos já estão em curso nas mais diversas áreas, principalmente na comunicação, sustentabilidade dos recursos, saúde, segurança, entre outras. O conceito passa pela compreensão de que tudo estará conectado e que a sociedade terá que ser adaptável.

No entanto, essa ideia tem que ir além da busca por maior produtividade e eficiência dos processos com o auxílio de redes de internet, sensores e microchips. Trata-se de uma inevitável convergência com o objetivo de facilitar a vida dos seres humanos e a desigualdade social. Quando falamos em inovação, não devemos tratar apenas de tecnologia, mas também fazermos referência às novas maneiras de fazer as coisas. Os procedimentos decorrentes das novas tecnologias também fazem parte.

Sua aplicabilidade, quando nos dirigimos ao setor social, inevitavelmente, tem que passar pela área da gestão pública - as chamadas “cidades inteligentes”. Mas, como a maior parte da legislação ainda remete aos procedimentos antigos, os gestores públicos ficam engessados, principalmente porque os Tribunais de Contas e o Ministério Público estão sempre atentos aos passos do administrador.

Resultado disso é uma estagnação em alguns setores e um andar jurássico em outros. Por isso, entendemos que para inovar na gestão pública é preciso ousar, quebrar as regras, aplicar muita criatividade e uma boa dose de coragem, e ERRAR faz parte deste processo.

Talvez por receio, na prática, não vemos muitos exemplos de gestores públicos com disposição para desburocratizar, inovar no atendimento, nos procedimentos, enfim, um trabalho que poderia fazer muita diferença para os contribuintes e para a qualidade de vida nas cidades.

 

 

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