Objetos obsoletos são registros históricos da evolução do mundo

  • 04/08/2019 06:30

Foi-se o tempo em que as pessoas saíam de casa para comprar um cartão telefônico no comércio mais próximo e usá-lo para ligações limitadas em um orelhão. Com o avanço da tecnologia e a barateação dos aparelhos móveis, praticamente todo mundo tem acesso a um celular, que, por meio de um chip, permite que todos os cidadãos façam ligações de forma rápida, sem sair de casa e, dependendo do plano contratado, para qualquer distância ou operadora e sem restrições.

Assim como os disquetes foram substituídos pelos pendrives; o walkman pelos serviços de streaming disponíveis em celulares; a ficha de ônibus pelo cartão magnético de recarga; o filme fotográfico pelas câmeras digitais; os cheques pelos cartões de crédito e débito e transações bancárias; entre outros, os orelhões se tornaram praticamente dispositivos arcaicos, embora permaneçam em número expressivo em Presidente Prudente.

Conforme noticiado por O Imparcial na edição de ontem, há 250 deles espalhados pela cidade, conforme levantamento da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). Deste número, 91% estão disponíveis, ou seja, 228. Os demais 22 passam por manutenção.

Diante da crescente demanda pela ampliação da cobertura do serviço móvel, a Anatel até mesmo iniciou a substituição dos orelhões pela instalação de antenas compatíveis com a tecnologia 4G. Nesse sentido, ainda que permaneçam nas cidades, os orelhões já são artigos em desuso e um atestado das inovações tecnológicas que atingem os espaços e a sociedade todos os anos.

Servem-nos para constatar o poder da tecnologia e o impacto que ela causa em nossas vidas cotidianas, sempre buscando trazer mais facilidade e praticidade para o dia a dia, reduzir o tempo que costumávamos gastar para executar alguma atividade e, sem dúvidas, otimizar as relações humanas.

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