Paulo Miguel - Maneira utilizada pelos criminosos para armazenar a droga chamou a atenção da Polícia Civil

Foto: Paulo Miguel - Maneira utilizada pelos criminosos para armazenar a droga chamou a atenção da Polícia Civil

MACONHA

Acusado por tráfico é conduzido ao CDP de Caiuá

Delegacia de Polícia Civil instaurou inquérito para prosseguir com a investigação, a fim de desvendar a participação de outras pessoas no esquema criminoso

  • 27/07/2019 05:19
  • ROBERTO KAWASAKI - Da Redação

Está detido no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Caiuá, o homem de 41 anos preso em flagrante com 864 tabletes de maconha (1.143,9 kg) na Rodovia Olímpio Ferreira da Silva (SP-272). O acusado passou por audiência de custódia ontem pela manhã e teve a prisão convertida em preventiva pela autoridade judicial. O conteúdo apresentado pelo indivíduo perante o juiz, não foi divulgado. Na quinta-feira, a Delegacia de Polícia Civil em Presidente Bernardes instaurou inquérito policial para prosseguir com a investigação.

Segundo o delegado Daniel Aparecido Viúdes, o documento policial visa desvendar o envolvimento de outras pessoas no esquema criminoso, como a origem e destino dos entorpecentes. O acusado esteve na delegacia para ser interrogado, no entanto, exerceu o direito de permanecer em silêncio. “Esse tipo de flagrante não é comum na região, principalmente por conta do modus operandi, uma vez que a droga estava no teto falso de um ônibus com características de transporte de trabalhadores rurais”, afirma o delegado. A tendência na região é encontrar drogas em compartimentos traseiros ou inferiores dos veículos.

Destino da encomenda

Conforme noticiado por este diário, o acusado é morador de São Paulo e receberia a quantia de R$ 10 mil para fazer o serviço. De acordo com Polícia Militar Rodoviária, o motorista pegou a droga em Dourados (MS) e iria a Sorocaba (SP). Chegando lá, faria contato com outro indivíduo que o levaria a São Paulo (SP) para indicar o destino da encomenda. O veículo tem emplacamentos de Prudente e estava regular. Dentro dele não havia passageiros, o que indica que poderia ter sido adquirido apenas para o transporte de ilícitos.