COTIDIANO

Ciência e espiritualidade

  • 21/05/2019 04:09
  • Arlette Piai

O materialismo em que vivemos, cujas raízes foram plantadas no século 18 com o Iluminismo, acabou por conduzir a males como a intolerância, desentendimentos, crimes que têm aumentado de forma assustadora. Isso porque, ocorreu a exaltação da razão sem parâmetros, como a salvadora da humanidade em detrimento da fé, da religião e de tudo que fosse metafísico. Dessa forma, o que não fosse visto, cronometrado, medido, pesado para o Positivismo, não existe.

Paradoxalmente, a física moderna prova exatamente o contrário: o essencial é invisível aos olhos e tudo que é visto, cronometrado e medido, pesado são ilusões dos nossos órgãos dos sentidos e da fragilidade racional do homem. Assim, muitos físicos, a partir da última década do século 19, inauguram uma nova fase da parapsicologia mundial que está sendo incorporada à ciência moderna. Essa nova vertente da física leva em consideração a consciência, para explicar qualquer fenômeno do universo, já que a consciência é cocriadora do mundo, ou seja, é a consciência que cria a matéria, não o universo. Até o século 19, a física estudou e justificou com excelência o mundo macroscópico da dimensão onde vivemos. Mas foi com a física moderna que os cientistas começaram a desvendar as raízes de que tudo é feito: o mundo atômico. “Lá fora há um mundo fora do nosso alcance, um mundo totalmente novo não decodificado”. (criador do bóson de Higgs).

O maior físico de todos os tempos declarou: “A mais bela e profunda emoção que se pode experimentar é a sensação do místico. Este é o semeador da verdadeira ciência. Aquele a quem seja estranha tal sensação, aquele que não mais possa ser empolgado pelo encantamento, da mística é cego. Saber que realmente existe aquilo que é impenetrável a nós, e que se manifesta como a mais alta das sabedorias e a mais radiosa das belezas, que as nossas faculdades embotadas só podem entender em suas formas mais primitivas, esse conhecimento, esse sentimento está no centro da verdadeira religiosidade. A experiência cósmica religiosa é a mais forte e a mais nobre fonte de pesquisa científica. Minha religião consiste em humilde admiração do espírito superior e ilimitado que se revela nos menores detalhes que podemos perceber em nossos espíritos frágeis e incertos. Essa convicção, profundamente emocional na presença de um poder coordenador que se revela no incompreensível universo, é a ideia que faço de Deus”, Albert Einstein.

Vivemos, portanto, o século de volta às origens, daquilo que tem raízes na antiguidade, estudado pelos sábios como Pitágoras, Demócrito, Sócrates, Platão, entre outros, e intuído por místicos. Embora o porquê seja inexplicável, a física moderna ou quântica ainda não faz parte do currículo do segundo grau e nem da área de ciências exatas das universidades. Inexplicável, já que esse conhecimento tem o poder de mudar a visão do homem sobre a vida, o mundo e, consequentemente, mudar os rumos da humanidade. O Iluminismo tem muitos méritos por ter valorizado a razão, que por séculos foi desconsiderada, mas conduziu a uma polarização que levou à descrença, ao ceticismo, à degradação de um materialismo niilista, vazio e desesperançoso. Hoje, a ciência e a espiritualidade se encontram e, talvez, seja a solução para mudar o perigoso rumo planetário.

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