Cedida/Secom - Poda foi decidida ontem, após encontro entre representantes do Executivo e do MPE

Foto: Cedida/Secom - Poda foi decidida ontem, após encontro entre representantes do Executivo e do MPE

IMBRÓGLIO

Prefeitura acata recomendação do MPE e anuncia poda em árvores da Monsenhor Sarrion

Poda está prevista para a próxima semana, mas Bugalho afirma que, caso não seja eficaz, município retomará a ideia original de substitui a espécie oitis

  • 14/05/2019 04:05
  • GABRIEL BUOSI - Da Redação

Após dias de imbróglio sobre a possível retirada de árvores da Praça Monsenhor Sarrion, em Presidente Prudente, a Prefeitura anunciou ontem que definiu por executar a poda, já que os galhos servem de “poleiros para os pombos”, ação que tem por finalidade dispersar as aves. Para que a medida fosse fechada em acordo, após reunião pública e manifestações contrárias da população, foi preciso uma reunião na tarde de ontem entre o chefe do Executivo, o promotor de Justiça Jurandir José dos Santos, e técnicos da Semea (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), quando foram discutidos os “graves transtornos causados pela superpopulação de aves”. O encontro durou cerca de uma hora, conforme a Prefeitura.

De acordo com a administração, ficou decidido que durante duas semanas os técnicos da pasta acompanharão o comportamento das aves e, após esse prazo, vão relatar se a medida apresentou a eficácia desejada. Caso contrário, o município retomará a ideia original, proposta pelo seu corpo técnico, de substituir 12 oitis - que abrigam os pombos em seus galhos finos - por exemplares de outras espécies.

“Acatamos a sugestão do Ministério Público, mas temos que avaliar bem a eficácia dessas podas. Afinal, estamos falando de um problema de saúde pública e que afeta centenas de pessoas que passam por essa praça todos os dias”, afirmou o prefeito Nelson Roberto Bugalho (PTB) por meio da assessoria de imprensa. A poda dos galhos dos oitis está prevista para ocorrer na próxima semana.

Reviravoltas

Na semana passada, este diário noticiou que durante encontro de autoridades na Praça Monsenhor Sarrion, Bugalho havia anunciado a substituição de 12 árvores existentes no local por palmeiras. A medida seria tomada, uma vez que as espécies servem de pouso para uma grande quantidade de pombos e, com a troca, a tentativa era a de que houvesse a migração. O volume de fezes das aves, no chão da praça, bancos e pontos de ônibus, inclusive, tem exposto a população a riscos de doenças, como criptococose, ornitose, alergias, histoplasmose, dermatites e salmonelose. “Uma análise da pasta revelou a existência de 157 plantas no espaço. Destas, 39 servem de pouso para as aves, das quais 12 serão erradicadas, entre oitis e sibipirunas”.

Ainda na semana passada, conforme o geólogo e coordenador de Políticas Ambientais da Semea, Marcos Norberto Boin, na praça existem várias espécies de árvores, mas foi notado que as que mais propiciam a criação de “poleiros” ou que tenham estruturas que favorecem o pouso e a permanência das aves, são as oitis e sibipirunas, as quais estão relacionadas ao grande volume de excrementos dos pombos. “Quanto à substituição por palmeira, Marcos explica que é devido à sua estrutura, a qual as aves não conseguirão se apoiar nas folhas ou mesmo realizarem instalações e ninhos”.

Na quinta-feira, por sua vez, foi informado que representantes da Câmara Municipal, da Prefeitura, autoridades e membros da sociedade civil se reuniram para uma reunião pública, na casa de leis, para discutir o tema. O encontro foi marcado por exposição de ideias favoráveis e contrárias às medidas anunciadas, sendo que na reunião pública, o Ministério Público Estadual recomendou à Prefeitura que adiasse a decisão de erradicar as árvores.