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Sem as tradicionais festas juninas, supermercados deixam de faturar

Itens essenciais para os festejos, como milho de pipoca, amendoim e gengibre, devem seguir com vendas normais, conforme estabelecimentos consultados

VARIEDADES - OSLAINE SILVA

Data 23/05/2020
Horário 06:07
Oslaine Silva - Produtos tradicionais aquecem vendas de junho, mas neste ano será diferente Foto: Oslaine Silva - Produtos tradicionais aquecem vendas de junho, mas neste ano será diferente

Ainda que a tradição já não viesse sendo a mesma de décadas atrás, era o fim de maio se aproximar e aquelas pessoas que fazem questão dos arraiás já começavam a pensar nas festas juninas. Mesmo que fosse uma pequena comemoração, entre amigos, por exemplo, mas lá estava cada um com uma incumbência de fazer as bandeirinhas, os balões decorativos, escolher os trajes e preparar as deliciosas guloseimas e bebidas típicas para se divertirem.

No entanto, por conta da pandemia do novo coronavírus, estes pequenos festejos ou os maiores - que reuniam boa parte da comunidade, como as boas quermesses e terços, o Arraiá do IBC, o São João Fest, entre outros eventos -, não poderão ser realizados para evitar aglomerações e o contágio da Covid-19.

Consequentemente, os supermercados não terão o faturamento que geralmente se acentua nesse período com as vendas de alguns itens essenciais para estas festas, como gengibre para o quentão, amendoim, milho de pipoca e fubá para o tradicional bolo.

“ESTAMOS VIVENDO UMA SITUAÇÃO MUITO DIFÍCIL, PEQUENOS COMÉRCIOS SENDO OBRIGADOS A FAZER DISPENSAS”

Amaro Aparecido da Silva

“Na verdade, as vendas desses produtos continuarão normais, sem o acréscimo em torno de 30% que geralmente ocorria no período. A decoração que fazíamos, a mesa de comidas típicas, infelizmente nada disso faremos”, expõe João Luis Nicolosi Gasparino, 43 anos, gerente do Supermercados Avenida.

Amaro Aparecido da Silva, 43 anos, do Supermercados Estrela, lamenta essa questão de alegrar o ambiente como faziam todos os anos, inclusive com os funcionários todos vestidos a caráter e músicas juninas tocando durante todo o expediente. “Isso era uma tradição nossa, mas... Creio que teremos uma queda de venda em torno de 20% a 30% ou mais, porque ninguém fará festa. Paróquias, escolas. Até o café das mães que fazemos todos os anos para servi-las na loja, este ano já não aconteceu. Estamos vivendo uma situação muito difícil, pequenos comércios sendo obrigados a fazer dispensas. Enfim, é se cuidar e rezar para que tudo isso passe”, destaca Amaro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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