À memória de um herói da Segunda Guerra

SINOMAR CALMONA

Aos 79 anos da histórica tomada de Monte Castelo, relembramos a trajetória de Joaquim Alves dos Santos, o “Baiano”, o pracinha prudentino que trocou as trincheiras da Itália pelo altar da poesia

COLUNA - Sinomar

Data 20/01/2026
Horário 05:15
Quando voltou da guerra, “Baiano” foi recebido como herói, homenageado na praça, em Prudente
Quando voltou da guerra, “Baiano” foi recebido como herói, homenageado na praça, em Prudente

Janeiro de 1945. O inverno nos Apeninos italianos era implacável, mas o fogo da determinação brasileira era maior. Naquele mês, os pracinhas da FEB (Força Expedicionária Brasileira) escreviam, com sangue e bravura, um dos capítulos mais gloriosos da nossa história: a tomada de Monte Castelo. Entre os homens que desafiavam o domínio nazista estava um prudentino de fibra: Joaquim Alves dos Santos, conhecido carinhosamente como “Baiano”.
Baiano não lutou apenas em Monte Castelo; ele enfrentou o horror face a face na sangrenta Tomada de Montese. Enquanto as balas cruzavam o céu europeu, o jovem soldado carregava no peito não apenas a responsabilidade de defender a liberdade do mundo, mas a esperança de um dia voltar para o sol do oeste paulista.

O REENCONTRO NA PRAÇA DA LIBERDADE
Quando a guerra finalmente silenciou e os navios trouxeram nossos heróis de volta, Presidente Prudente parou. A praça central transformou-se em um mar de gente, bandeiras e lágrimas. Joaquim, agora um veterano condecorado, foi recebido com as honras destinadas aos gigantes.
Contudo, no meio da multidão que o ovacionava, o olhar do "Baiano" não buscou as medalhas ou os discursos das autoridades. Ele buscava um rosto. Foi ali, entre os gritos de "herói", que ele reconheceu a poetisa Ruth Campos. Ele a conhecia desde os tempos de infância, mas o destino — e a distância da guerra — havia mudado a forma como ele a via.

A MAIOR DE TODAS AS VITÓRIAS
Daquele encontro na praça, nasceu uma história que nem mesmo o mais talentoso roteirista de Hollywood conseguiria imaginar. O namoro que começou sob o signo do alívio do retorno transformou-se em um matrimônio que durou 65 anos. Joaquim e Ruth viveram uma vida de cumplicidade, provando que o amor é a única força capaz de reconstruir o que a guerra tenta destruir.
Joaquim Alves dos Santos faleceu em 2011, aos 97 anos, deixando um legado de coragem no campo de batalha e ternura no lar. Hoje, ao lembrarmos de "Baiano", não homenageamos apenas um soldado que venceu o nazismo; homenageamos todos os pracinhas de Presidente Prudente e região. Através de sua memória, mantemos viva a chama daqueles que foram para o inferno da guerra para garantir que nós pudéssemos viver em paz.

In Memoriam:
•    Homenageado: Joaquim Alves dos Santos (“Baiano”)
•    Feito Histórico: Combatente da FEB na 2ª Guerra Mundial
•    Legado: 65 anos de união com a poetisa Ruth Campos
•    Falecimento: 2011, aos 97 anos

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