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“Mercado imobiliário reage bem e será  o carro-chefe na retomada da economia”

SILVÉRIO DOMINGUES, proprietário da Imobiliária Samburá

Empresas & Negócios - SINOMAR CALMONA

Data 28/07/2020
Horário 05:29
Cedida - Silvério Domingues: “Desafio do corretor é trabalhar para encontrar o melhor negócio para as duas partes” Foto: Cedida - Silvério Domingues: “Desafio do corretor é trabalhar para encontrar o melhor negócio para as duas partes”

Aos 85 anos, em plena atividade à frente da Imobiliária Samburá, Silvério Domingues é reconhecido como um dos mais antigos profissionais com número do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis) ativo no Estado de São Paulo. Foi delegado municipal do Creci e presidiu a Associação dos Corretores de Imóveis do Oeste Paulista por diversas gestões. Fundou a Samburá em 1988 e trabalha até hoje, ao lado dos filhos Silvio e Marcos, e do neto Gabriel.

Por que o senhor optou por ser um corretor de imóveis?
Eu sempre trabalhei no comércio e com vendas. Certa vez, o proprietário de uma loja de móveis chamado César Maurício queria comprar um imóvel rural e como tinha muitos amigos, encontrei este imóvel e realizei minha primeira venda. Gostei tanto que na mesma semana vendi um barracão, recebendo minhas duas primeiras comissões de venda em minha primeira semana.

Como foi o início da carreira?
Nos anos 60, muitas pessoas já sabiam que eu trabalhava com venda, e naquela época essa ocupação ainda era chamada de picareta. Era um termo que eu não gostava, achava que depreciava meu trabalho. Então, dizia para todos que não era picareta e sim corretor de imóveis. As vendas aconteciam através de contato direto com as pessoas, e meu dia a dia era conversar com muita gente. Eu acabava sabendo daqueles que queriam comprar ou vender e fazia os negócios. Fui adquirindo conhecimento sobre o mercado imobiliário rural e urbano e entendendo o que as pessoas procuravam. Prudente e o Brasil inteiro (viajei muito vendendo imóveis rurais) estavam em amplo desenvolvimento. Existiam muitos investidores. 

Fale mais da sua trajetória profissional.
Vou reduzir minha história profissional porque é muito longa (risos). Comecei a trabalhar aos 8 anos de idade. Meu primeiro ofício foi na “Fonte Cristal”. Com 11 anos passei a trabalhar no comércio das 8h às 18h e, por isso, fiquei um tempo sem estudar, mas depois de um tempo passei a estudar no período da noite. Trabalhei na loja de tecidos “Paraíso das Sedas”. Depois, passei pela “Casa dos Calçados”, “Casa Áurea” e depois na “Brasimac”. Sempre fiz muita amizade nos lugares onde passei. Aos 19 anos, fui trabalhar na “Sambra” e lá trabalhei como ajudante de eletricista e, em pouco tempo, virei oficial dos serviços de torno e almoxarifado, sendo promovido para encarregado da fábrica. No ano de 1957, me casei com minha esposa Vanilda e, como o horário de trabalho era muito alongado, saí da Sambra e fomos buscar novas oportunidades em São Caetano do Sul (SP), como franco-atirador e com minha esposa grávida. 

E como surgiu a Samburá Imóveis?
Em 1960, voltamos para Presidente Prudente e trabalhei vendendo ações e dividendos com um amigo que era corretor credenciado, o Sr. José Maria Sotero Borba. Após, ele me convidou para vender os títulos sociais do Clube Recreativo de Martinópolis e lá fui campeão de vendas. Com o dinheiro que ganhamos, o meu amigo me chamou para ser sócio e abrir um restaurante – churrascaria. Topei e aí surgiu o Restaurante Samburá, que era localizado na Coronel Marcondes em frente à Prefeitura. O nome se dava por conta da decoração baseada em “pesca” e dos lustres, que eram em formato de samburá. Em 1962, vendemos o restaurante para o Ótimo Carrara, mas lá ganhei meu apelido, Samburá. Até hoje, a maioria das pessoas me conhece como Samburá. 

O senhor acabou envolvendo toda família no negócio...
Pois é, depois do restaurante, voltei a atuar como corretor de imóveis e, em 1988, chamei meu filho Silvio para trabalhar comigo (ele era bancário). Como meu trabalho era na rua, ele não se adaptou e, por isso, fundamos a Samburá Imóveis e Estacionamento. De lá para cá, já são 32 anos e, neste tempo, nos especializamos na venda e locação de imóveis, onde atuamos em três gerações. Além do meu filho Silvio, o outro filho Marcos passou a trabalhar com a gente, e meu neto mais velho, o Gabriel, já está conosco há mais de 10 anos. Além disso, temos funcionários que já estão conosco há mais de 20 anos. Nossa empresa é uma grande família, que busca sempre atender da melhor forma os clientes.

Qual o grande desafio para o corretor de imóveis?
É trabalhar para encontrar o melhor negócio para as duas partes. Isso exige muita seriedade. E o meu objetivo sempre foi ter credibilidade e me tornar um amigo de ambas as partes envolvidas no negócio.

Como o senhor enxerga o potencial do mercado imobiliário em Presidente Prudente, nesse momento de crise?
Prudente é uma cidade que cresce bastante. É um polo regional que concentra muitos comércios e serviços. Quem fica alguns anos sem andar por Prudente se assusta com o número de novos bairros e a evolução da cidade. Acredito que vamos continuar crescendo como cidade.

Qual impacto da quarentena e da pandemia no setor e no seu negócio?
Inicialmente não sabíamos como seria. Com o passar dos dias trabalhamos na renegociação de aluguéis. Hoje existem muitas boas oportunidades e com os financiamentos imobiliários com boas taxas, o mercado está reagindo bem e tenho certeza que será um dos carros-chefes para a retomada da economia do país.

Cedida

Imobiliária Samburá Presidente Prudente
Silvério Domingues, entre os filhos Marcos e Silvio, e o neto Gabriel: toda família no mesmo negócio

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