Comédia no velho estilo das chanchadas estrelada por Ronald Golias e Grande Otelo e dirigida por Victor Lima em 1961. A história ficcional fala a respeito de um suposto roubo à Taça do Mundo Jules Rimet, com os dois astros fazendo os detetives trapalhões encarregados de investigar o caso. O filme contou com a participação especial de astros como Renata Fronzi, Maurício do Valle e Dorinha Duval. Curiosamente, o filme previu o que iria acontecer realmente com a famosa taça do tricampeonato de futebol, que acabou sendo roubada duas décadas mais tarde. O roubo aconteceu na própria sede da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), em dezembro de 1983, em pleno centro do Rio de Janeiro, destruindo um dos maiores símbolos do orgulho nacional. A Polícia Federal foi ativada e acabaram descobrindo que simplesmente derreteram a taça para pegar o ouro. Tudo isso acabou virando enredo de escola de samba para o desfile da Caprichosos de Pilares de 1985 com o título “E por falar em saudade...”, um dos favoritos do público daquele ano pela sua originalidade e crítica social.
Monotemáticos: discursos repetitivos
Todo mundo tem um tema ou assunto preferido, mas é importante não se restringir apenas a ele. É difícil suportar pessoas que abordam um único e exclusivo assunto. Seja qual for o teor da conversa, o lugar, o ambiente, com quem se conversa, que lá vem ele (a) com o assunto de volta. Discursos repetitivos se tornam cansativos e, ao invés de gerar empatia, que é o objetivo básico de quem discursa, acabam gerando enfado ou repulsa. Conviver com que só sabe bater na mesma tecla acaba sendo um grande desafio de tolerância e jogo de cintura. E há uma tendência dos monotemáticos insistirem em temas, por si só problemáticos: principalmente política, religião ou saúde (na verdade, doenças, de preferência, as próprias). Geralmente tais pessoas gostam de ser monopolizadoras das conversas, tentando girar tudo em torno de si. Suas opiniões deixam de ser pontos de vista para se tornarem verdadeiros pareceres convictos. Nem sempre é fácil lidar, ignorar ou fazer cara de paisagem para estes verdadeiros chatos (quem não conhece aquela figura que posta política até mesmo em grupos profissionais de WhatsApp?), mas é preciso aprender alguns macetes. Primeiro: não insista em contrariar o monotemático, pois debates acaladorados é praticamente uma gasolina para sua verborragia. Na prática, tente mudar de assunto, responda de forma febre, direcione o foco da conversa para outros temas (nem que seja simplesmente sobre o clima). Quando a pessoa insistir em continuar discursando sobre o assunto, simplesmente seja educado e diga que prefere não misturar trabalho ou amizades com assuntos partidários ou religiosos. Algumas pessoas se sentem autoridades no assunto (embora não sejam nem de longe) e acham que obviamente o interlocutor deve concordar com tudo que ele pensa e fala. Reduzir-se a um único assunto é colocar-se como limitado. Expanda-se.
Dica da Semana
Livros
“A (difícil) decisão de envelhecer”:
Autor: Jorge Félix. Editora Unicamp. O livro traz abordagens contemporâneas para um mundo superenvelhecido. Aborda inúmeros temas como a negação da velhice, dependência, inovações tecnológicas, idosismo, cuidado de longa duração. Reflexões acessíveis por um mestre da área.