No início desse mês, no auditório da Acipp (Associação Comercial e de Inteligência de Presidente Prudente), a UEPP (União das Entidades de Presidente Prudente e Região) tornou-se o epicentro de um debate vital para o nosso futuro. Em uma reunião estratégica, realizada em conjunto com lideranças de outras instituições, como Acipp, Grupo Lidera, Clube Soroptimistas, Destino Oeste Paulista, Codepp (Conselho de Desenvolvimento de Presidente Prudente), Sedepp (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico), Sicredi Rio Paraná, Ciesp/Fiesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo / Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Comtur (Conselho Municipal de Turismo), Sicoob Paulista, entre outras, o foco foi claro e urgente: identificar e enfrentar os entraves que ainda impedem o pleno crescimento do oeste paulista.
Mas, afinal, do que falamos quando usamos essa palavra tão presente em discursos políticos e planos de governo? Se buscarmos o rigor dos dicionários, o desenvolvimento é conceituado como o processo de crescimento, maturação ou evolução de algo; é a passagem de um estado inferior para um mais complexo e aperfeiçoado, seja no âmbito econômico, social ou intelectual.
No entanto, para quem vive a realidade prática da gestão e do empreendedorismo, o desenvolvimento guarda uma natureza peculiar: ele não é um ponto de chegada estático, mas um fenômeno em constante movimento. Ele se assemelha a uma miragem no deserto. À medida que avançamos e alcançamos novas metas, a linha do horizonte se desloca para mais longe, revelando novas necessidades e padrões de excelência.
Diante dessa natureza mutável, surge o questionamento inevitável: se o desenvolvimento pleno parece ser inalcançável, por que insistir em buscá-lo? A resposta é simples, mas profunda: porque o desenvolvimento é um processo contínuo de aprimoramento. A dignidade de uma sociedade não reside apenas no destino, na chegada, mas na qualidade da caminhada. E como aprimoramos essa jornada? A resposta curta é: resolvendo os problemas pontuais que surgem no caminho.
Hoje, os obstáculos que travam o oeste paulista já são conhecidos e foram amplamente debatidos no encontro da UEPP. Entre eles, destacam-se a infraestrutura, com a precariedade do aeroporto limitando a logística e afastando investimentos; a burocracia, marcada por uma legislação que engessa o empreendedor e o gestor público; a desarticulação política, evidenciada pela ausência de um deputado federal eleito pela região, o que reduz nossa voz e acesso a recursos em Brasília; e a fragmentação, com a falta de união em torno de objetivos comuns.
O encontro liderado pela UEPP mostra que o diagnóstico está feito. Agora, é preciso avançar para a ação. Somente com a união entre sociedade civil e poder público, aliada à análise técnica dos entraves e à busca por soluções práticas, será possível trilhar com firmeza o caminho do desenvolvimento. A miragem segue à frente, mas que ela nos sirva de bússola para nunca deixar de avançar.