Por muitos considerado um tesouro cinematográfico, o clássico de 1972 fez algo que na época parecia impensável, fazer o público heterogêneo que vai ao cinema ficar calado – em uníssono – ao final de uma sessão não é para qualquer um!
“O Poderoso Chefão” teve esse poder, algo que podemos talvez resumir em sua temática subjacente, ou seja, a Família, o Sonho Americano e o Capitalismo, conceitos entrelaçados profundamente na história americana.
O diretor Francis Ford Coppola cautelosamente cria uma narrativa e um enredo onde os espaços se abrem para Vito, eles se fecham para Michael. O filho começa o filme almoçando distante da família, e então vai para a Itália viver no campo, mas termina o filme enclausurado em seu próprio poder.
O pai começa o filme tendo de voltar constantemente para dentro da casa, em pleno casamento da filha, e o termina brincando com o neto, em planos mais abertos, mais livres, mais naturais.
Esse paralelo também é interessante ao observar as sequências e, claro, com o fim de Michael também!
Na trama, a maneira como gerencia os negócios com o auxílio dos capos (generais da máfia) e de seu consigliere (conselheiro) é mostrada em detalhes elaborados.
Entretanto, a gerência dos negócios pelos mafiosos não se resume apenas a contas e pagamentos.
Assassinatos são parte constante desse dia a dia. O problema é que Coppola não gosta de violência... fato que levou o estúdio a considerar a contratação de um diretor específico para as cenas de ação que envolvessem mortes, tiroteios e explosões. Receoso que isso pudesse acontecer, Coppola descobriu então uma maneira muito interessante de lidar com os aspectos mais pesados da máfia.
Mesmo após mais de 50 anos, ainda vemos referências em muitos filmes e séries, mantendo-se relevante não somente agora, mas para sempre na história do cinema. Os três filmes de “O Poderoso Chefão” estão disponíveis na Paramount+
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