"Papai Playboy"

DignaIdade

COLUNA - DignaIdade

Data 14/04/2026
Horário 08:56

Fred Astaire foi um dos grandes nomes dos filmes musicais. Ator, coreógrafo e bailarino imprimiu seu nome na história do cinema em parcerias com Ginger Rogers (num total de dez filmes), Rita Hayworth, Eleanor Powell, Judy Garland, Cyd Charisse e Jane Powell dentre outras. Neste filme de 1961, o já sexagenário Fred Astaire volta à cena como o playboy Pogo que raramente manda notícias e não vê a filha Jessica Ann (Debbie Reynolds) há 15 anos. A jovem tem verdadeira adoração pelo pai ausente, e espera que o mesmo possa estar presente em seu casamento, prestes a acontecer. Ao chegar para o evento, ele já causa discórdia com a ex-mulher (Lilli Palmer), e faz de tudo para convencer a filha de não casar com o noivo bom partido (Tab Hunter) e sair com ele para uma grande viagem a dois, entre pai e filha. “Papai Playboy” (The Pleasure of His Company) foi produzido pelos estúdios Paramount e dirigido por George Seaton. 

Confabulações no envelhecimento
Confabular não é uma simples troca de ideias num bate-papo informal, nem um complô armado entre pessoas. Confabulação é a produção de memórias falsas, distorcidas, ou interpretadas erroneamente, sem intenção de enganar, usadas para preencher lacunas na memória. Diferentemente da mentira, o indivíduo acredita genuinamente na sua história. Embora possa ocorrer naturalmente em todos nós, principalmente ao recontarmos histórias, em que determinados trechos não lembrados são preenchidos por impressões que temos sobre o momento; as confabulações são mais frequentes em situações patológicas como em lesões cerebrais, situações de demência e síndromes de amnésia como encefalites, traumas cranianos e síndrome de Korsakoff (esquecimento decorrente da ingestão alcóolica e deficiência nutricional vitamínica). As confabulações são plásticas, ou seja, não são fixas e vão mudando com o passar do tempo, principalmente por sugestões externas. Essas mentiras honestas podem ser bastante fantasiosas, particularmente em pacientes com doença de Alzheimer, que contam relatos minuciosos sobre fatos que nunca ocorreram, particularmente desmascarados como encontros com pessoas falecidas, situações confusas que se passam em duas épocas diferentes como se fosse uma só. Simplesmente desmascarar a confabulação de um paciente com doença cerebral pode não ser útil ou agradável, expondo o mesmo a situações constrangedoras, ou até mesmo provocando atritos, uma vez que o confabulador acredita piamente em sua história. Não existe um tratamento específico para a confabulação, mas apenas para a causa desencadeante, e o apoio familiar é importante evitando ansiedade gerada com a confrontação agressiva. Muitas vezes, em histórias inócuas, é simplesmente mais tranquilo concordar com a história, ou quando não é possível, mostrar a realidade através de uma nova versão da história, de forma acolhedora. 

Dica da Semana

Filmes 

Musicais com Fred Astaire: 
Para quem não conhece o trabalho de Fred Astaire, uma pequena lista de filmes imperdíveis: “Voando para o Rio” (33), “A Alegre Divorciada” (34), “O Picolino” (38), “Ao Compasso do Amor” (41), “Bonita como nunca” (42), “Desfile de Páscoa” (48), “Núpcias Reais” (51), “A Roda da Fortuna” (53), “Meias de Seda” (57), “Cinderela em Paris” (57).
 
 

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