“Rastreamento do Câncer de Pulmão”

DignaIdade

COLUNA - DignaIdade

Data 02/03/2021
Horário 05:07

O Câncer de pulmão é um dos mais frequentes tipos de tumores que acometem idosos, homens e mulheres. Embora haja tumores mais frequentes (como os de pele, mama e próstata), o câncer de pulmão é o que mais provoca mortes anualmente. Cerca de 83% dos casos de Câncer de pulmão apresentam relação com o tabagismo, e alguns tipos específicos podem ocorrer com 40 vezes maior frequência em fumantes do que não fumantes. Desta forma, além das campanhas de detecção e rastreamento do Câncer de Mama e Câncer de Próstata, a pesquisa do câncer de pulmão também se mostra bastante necessária. O rastreio do câncer de pulmão está indicado para pessoas com tabagismo prolongado ativo ou anterior, particularmente acima dos 50 anos de idade. Dentre as pessoas que deveriam fazer o rastreamento do câncer de pulmão estão aquelas com grande índice tabágico: o número de anos-maço. Para isso, faz-se uma conta: multiplica-se o número de anos em que a pessoa fuma ou fumou vezes o número de maços consumidos em um dia. Pessoas que apresentam número superior a 20 anos-maço deveriam ser submetidos aos exames de detecção. A recomendação atual é que devam ser submetidos à tomografia computadorizada de tórax anualmente. Exames radiográficos simples não são úteis para detecção precoce e exames de escarro para pesquisa de células cancerígenas se mostraram pouco efetivos em prevenção. Tais medidas poderiam não apenas salvar vidas, mas também impactar custos em saúde pública com a detecção apenas em fases avançadas. Por outro lado, pode parecer contraditório, a pessoa fumante submeter-se a controles rigorosos tomográficos periódicos e ao mesmo tempo insistir em fumar. Estes momentos anuais de controle devem também funcionar como oportunidades para que sejam oferecidos auxílios nos novos métodos de tratamento antitabágico. A pessoa perde 11 minutos de vida a cada novo cigarro. Ao invés de lamentar quanto tempo de vida você já perdeu, é possível imaginar quantos minutos extras você poderá poupar daqui para frente. 
TÚNEL DO TEMPO: A SOMBRA DE REBECA 
Glória Magadan foi uma autora de novelas, exilada cubana, que exerceu forte influência no início da Rede Globo ao se tornar diretora do Departamento de Teledramaturgia da emissora. Em suas tramas rocambolescas, sempre havia príncipes, condes, países distantes e histórias inverossímeis, mas o público da época retribuía com muito sucesso e audiência. A Sombra de Rebeca foi uma de suas produções, inspirada nas obras Rebecca de Daphne du Maurier e Madame Butterfly de Puccini, trazia de volta às telas a dupla romântica Carlos Alberto e Yoná Magalhães, em 1967. Na trama Carlos Alberto era o Sir Philip Duncan que se apaixonava pela bela japonesa Suzuki (Yoná, trabalhada na maquiagem), por imaginar que sua esposa Rebeca (Neuza Amaral) tinha morrido em um naufrágio. A maquiavélica Miss Leila (Miriam Pires) faz de tudo para atrapalhar o romance por permanecer cultuando a imagem da falecida e não deixar que a oriental ouse lhe roubar o lugar. Dramalhão dos antigos, que ficou famoso porque no final, a personagem de Yoná cometia o haraquiri (ritual de morte em que cometia suicídio ao rasgar o ventre com um sabre), embora fosse reservado aos samurais e homens nobres.  

Dica da Semana

DVD - Filmes 
Rebecca, a Mulher Inesquecível:

Clássico em preto e branco, que foi o primeiro filme dirigido por Alfred Hitchcock em Hollywood em 1940 com a produção do lendário David O. Selznick. Também baseado no romance de Daphne du Maurier recontava a história da jovem (Joan Fontaine) que se casava com  milionário nobre inglês (Laurence Olivier), que ao se mudar para a sua mansão vitoriana ia descobrindo segredos sobre seu passado. Sempre com a figura tenebrosa da governanta Mrs. Danvers, soberbamente interpretada por Judith Anderson, como a fiel escudeira da imagem da primeira esposa falecida. 
 

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