"Viagem Fantástica"

DignaIdade

COLUNA - DignaIdade

Data 18/05/2021
Horário 07:00

“Viagem Fantástica” (“Fantastic Journey”) foi uma série de TV do ano de 1977, que tinha o mesmo nome de um filme clássico de 1966, mas sem relação entre ambos. Contava a história de um grupo de pessoas lideradas pelo Professor Jordan (Scott Thomas), que partiam em uma expedição arqueológica no Triângulo das Bermudas. Uma estranha névoa os envolve e eles subitamente perdem a consciência e se transportam para outra dimensão. O grupo era formado também pelo filho do professor Scott (Ike Isenmann), pela doutora Jill (Karen Somerville) e o doutor Fred Walters (Carl Franklin), que passarão a viver estranhas aventuras num mundo paralelo sem tempo ou espaço definido. Ao longo dos episódios, eles vão encontrando outras pessoas de outras épocas que também se perderam no Triângulo, dentre elas o cientista Johnattan (Roddy McDowall), que havia desaparecido há algumas décadas. A série foi exibida aos domingos à tarde na Rede Globo, mas foi rapidamente cancelada nos Estados Unidos após dez episódios. 

“Nascer, crescer, envelhecer e morrer”

Desde criança, todos aprendem que invariavelmente seguimos estas fases: a gente nasce, fica adulto, torna-se velho e parte. Infelizmente nem todos conseguem. Algumas pessoas não têm as duas fases do meio, ou muitas outras não têm a terceira fase: envelhecer. O envelhecimento é conquista recente da humanidade, pois até pouco tempo (há cerca de um século, no início do séc. 20) as pessoas viviam metade do tempo que vivem hoje. O envelhecer era episódico, eventual, e as durezas daqueles tempos interrompiam a vida com precocidade (condições de moradia, saneamento, avanço em saúde e medicina, educação, acesso aos alimentos). Hoje a grande maioria tem altas chances de ficar velho e permanecer velho por bastante tempo. Embora, o envelhecimento seja inevitável para quem quer permanecer vivo, ele é um processo bastante heterogêneo, onde cada pessoa desenvolve sua própria trajetória, com forma, velocidade e intensidade diferentes, mesmo que algumas delas vivam em situações familiares ou socioambientais praticamente idênticas. A longevidade e qualidade de vida estão intimamente associadas com os comportamentos e hábitos, mais do que com a hereditariedade. Este envelhecer individual e único é extremamente correspondente com os problemas de saúde que cada pessoa desenvolve ao longo do viver. As doenças agudas ou crônicas interferem diretamente no modus operandi da velhice. Desta forma, com corpos e mentes saudáveis não só vivemos mais: vivemos com possibilidades de robustez e boa performance. Outra vantagem do envelhecer é que é a única fase que pode ser esticada: o crescer humano tem tempo certo e rígido, nossa degeneração é que pode ser prolongada ou minimizada. Hábitos saudáveis de vida envolvendo alimentação variada, atividade física, ausência de vícios e saúde mental, infelizmente não dependem apenas de nossas vontades, e também dos bolsos de cada um e das políticas públicas. Melhor fazer a sua parte, pois a questão pública tardiamente atende estas exigências. 

Dica da Semana

Livros 

“Partidas Dobradas”:
Para garimpar nos sebos, “Partidas Dobradas” é um livro de 1978 do autor Mário Donato. Neste livro, ele conta a história de Hermano, um contador aposentado, e sua esposa Rute que se sentem abandonados pelos filhos. Assim, impossibilitados de viverem sós, resolvem se internar numa clínica geriátrica, o que no fundo, a família realmente queria. Foi transformada em novela pela TV Cultura na série “Telerromance” em 1981, adaptada por seu irmão Marcos Rey e com Abrahão Farc e Lia de Aguiar nos principais papéis. 
 

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