A febre dos podcasts

OPINIÃO - Glauco Ruiz

Data 15/07/2021
Horário 04:30

Os podcasts têm se tornado uma nova forma das pessoas assistirem/ouvirem o conteúdo. A facilidade de acessar os diversos canais via streaming, seja pelo computador, smart tv, videogame, tablet ou celular, e a grande crescente dos canais que geram conteúdos fez com que esse novo formato ganhasse uma audiência jamais imaginada. Algumas pessoas, me incluo nessa, diminuíram consideravelmente o hábito de ouvir rádio e assistir as TVs aberta ou fechada. 
São vários tipos de canais de podcasts que podemos nos inscrever, com os mais diversos entrevistados para uma diversidade ainda maior de assuntos. A repercussão é tão grande que, geralmente, um entrevistado sai em um canal e, logo em seguida, aparece em outros. Os chamados cortes de podcasts são a grande sacada, pois usam o clickbait, ou seja, costumam prover somente o mínimo conteúdo necessário para deixar o leitor curioso. 
A grande questão desse debate é que nós que pensamos como pais ou educadores, ficamos preocupados com os conteúdos e formatos desses podcasts. Até pouco tempo atrás, a TV aberta recebia muitas críticas em relação aos seus conteúdos, onde é possível assistir a cenas românticas, violentas ou dramáticas em horários em que crianças e jovens estão em frente às telas.
Com os podcasts, da mesma forma que temos assuntos muito interessantes, temos também conteúdos extremamente contrários ao que entendemos ser o ideal para nossos jovens. Recentemente “bombaram” na web entrevistas com assassinos, prostitutas, policiais, comediantes, celebridades, satanistas, cristãos, pedófilos, médicos, etc. 
Junto a tudo isso, é preciso refletir também sobre o comportamento dos entrevistadores. Criou-se uma onda de que o formato legal é aquele que as pessoas se juntam ao redor de uma mesa, regados a bebidas alcoólicas, fast-food e até mesmo alguns usando drogas durante a transmissão do podcast, tudo com muito palavrão, quase sem nenhum pudor ou censura. 
O intuito desse que vos escreve não é julgar, é apenas criar uma reflexão acerca do tema. Repito que eu mesmo assisto esses canais, aprecio alguns conteúdos e não gosto de outros. Isso é fruto da liberdade de assistir/ouvir o que quiser, na hora mais adequada e no dispositivo preferido. Isso abriu um novo caminho na forma de consumo de conteúdo audiovisual.
Existe certo ou errado? Deve existir censura, assim como sempre existiu nas rádios e canais de TVs abertas?
 

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