A Igreja vive da Eucaristia

Diocese Informa

COLUNA - Diocese Informa

Data 07/06/2026
Horário 05:34

A Igreja vive da Eucaristia. Esta verdade não exprime apenas uma experiência diária de fé, mas contém em síntese o próprio núcleo do mistério da Igreja. O Concílio Vaticano II justamente afirmou que o sacrifício eucarístico é: fonte e centro de toda a vida cristã. O Cenáculo é o lugar da instituição deste santíssimo sacramento. Foi lá que Jesus tomou nas suas mãos o pão, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: “Tomai, todos, e comei: Isto é o meu Corpo que será entregue por vós”. (Lc 22, 19). Depois, tomou nas suas mãos o cálice com vinho e disse-lhes: “Tomai, todos, e bebei: Este é o cálice do meu Sangue, o Sangue da nova e eterna aliança, que será derramado por vós e por todos para remissão dos pecados”. (Lc 22, 20). Por isso mesmo a Eucaristia, que é o sacramento por excelência do mistério pascal, está colocada no centro da vida eclesial. Isto é visível desde as primeiras imagens da Igreja que nos dão os Atos dos Apóstolos: “Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão, e às orações”; (2, 42).  Na fracção do pão, é evocada a Eucaristia. Dois mil anos depois, continuamos a realizar aquela imagem primordial da Igreja. Toda vez que fazemos Memória do sacrifício pascal de Cristo na Oração Eucarística, que o Sacerdote oferece o pão e vinho; as duas matérias utilizadas pelo próprio Jesus na última ceia. Onde com a fórmula eucarística, ou seja, oração de consagração as duas matérias deixam de ser pão e vinho e pela graça de Deus se tornam Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente presente em nossas vidas, quando participamos da santa missa. O sacrifício eucarístico está particularmente orientado para a união íntima dos fiéis com Cristo através da comunhão: recebemo-Lo a Ele mesmo que Se ofereceu por nós, o seu corpo entregue por nós na cruz, o seu sangue « derramado por muitos para a remissão dos pecados. Através da comunhão do seu corpo e sangue, Cristo comunica-nos também o seu Espírito. O dom de Cristo e do seu Espírito, que recebemos na comunhão eucarística, realiza plena e sobre abundantemente os anseios de unidade fraterna que vivem no coração humano e ao mesmo tempo eleva esta experiência de fraternidade, que é a participação comum na mesma mesa eucarística, a níveis que estão muito acima da mera experiência dum banquete humano. Pela comunhão do corpo de Cristo, a Igreja consegue cada vez mais profundamente ser, em Cristo, como que o sacramento, ou sinal, e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o género humano.

MINI SERMÃO
A Igreja não só recebeu a Eucaristia como o dom do amor de Jesus chegado ao extremo, mas ela também se alimenta da Eucaristia. Sua vida é iluminada pela Eucaristia. Ainda mais: ela nasceu da Eucaristia. Assim como Israel tornou-se o povo de Deus através da antiga aliança do Sinai, Jesus, ao celebrar uma nova aliança na instituição da Eucaristia, deu origem a um Novo Povo. É, na celebração da Eucaristia, conforme ensina São Paulo, que a Igreja se torna, em plenitude, o Corpo de Cristo, pois, para São Paulo, comer e beber são atos de comunhão.  A Eucaristia é o supremo bem da Igreja, pois contém a presença do próprio autor dos bens salvíficos, comunicados pelos outros sacramentos. Mas a Eucaristia é também a fonte da missão da Igreja, uma vez que a missão tem origem no encontro com o Cristo vivo. Quem se encontra verdadeiramente com Cristo, faz uma descoberta tão importante que não consegue guardar só para si. Sente necessidade de comunicá-la aos outros.
(Autor: Padre Armando Nochetti) 

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