Alegria terapêutica

OPINIÃO - Sandro Rogério dos Santos

Data 08/11/2020
Horário 04:15

“A aflição no coração do homem o deprime; uma boa palavra restitui-lhe a alegria” (Pr 12,25). Um coração alegre faz bem ao corpo. A preocupação leva para baixo, a alegria anima, ilumina o corpo e a alma. Um ditado diz que, depois dos 40, cada um é responsável por seu próprio rosto. Há muitas pessoas com o rosto endurecido, esfriado e desfigurado pela amargura. E outras, cujos olhos irradiam alegria. É bom olhar no rosto de pessoas assim. São mais belas que as outras, endurecidas pela irritação e pela amargura, mesmo que tenham tido um rosto bonito na infância. Quem dá muito espaço para o desassossego fere a si mesmo, dificulta a própria vida. A alegria não modifica apenas a aparência, ela é boa para o corpo inteiro.

Quem é capaz de se alegrar também se sente bem corporalmente. Quem se deixa oprimir por irritação e preocupações não é capaz de amar seu corpo. A sabedoria bíblica ensina: “não entregues tua alma à tristeza, não atormentes a ti mesmo em teus pensamentos. A alegria do coração é a vida do homem... A alegria do homem torna mais longa a sua vida. A inveja e a ira abreviam os dias, e a inquietação acarreta a velhice antes do tempo. Um coração bondoso e nobre banqueteia-se continuamente, pois seus banquetes são preparados com solicitude” (Eclo 30,22-23.26-27).

Fernando Rocha, 53, trabalhou na TV Globo por 30 anos. Em 2019 – à época apresentava o programa “Bem Estar” – foi demitido “em três minutos”. Ele contou à VEJA que a sensação era como se “estivesse caindo no fosso do elevador, e não chegava nunca”. Como não esperava ser demitido também não tinha nenhum plano B para a sua vida. Precisou reinventar-se. E quando as coisas pareciam melhorar veio a pandemia e novamente surgiram obstáculos.

Sobre ser dispensado de uma grande corporação compartilhou o seu sentimento e aprendizado: “quem passa por isso acha que perdeu tudo: amigos, referências, autoestima. Mas, na verdade, você só perdeu o emprego. Sua essência está intacta. Nesse processo, entendi mais sobre resiliência e sobre ter bom humor para rir de si mesmo. O que também me ajudou foi olhar mais para o outro, ouvir histórias de pessoas inspiradoras...”. Por fim, Rocha dá uma dica de sobrevivência “que foi útil para mim, e espero que possa ajudar outras pessoas”: “acredito numa frase que diz que as ideias estão no chão e, para encontrar a solução, muitas vezes você precisa tropeçar e cair. É lá, no chão, que vamos enxergar novos caminhos.” Que a alegria do Senhor seja a sua força. Ânimo!

Seja bom (e alegre) o seu dia e abençoada a sua vida. Pax!!!

 

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