A Deic (Delegacia Especializada de Investigações Criminais) de Presidente Prudente vai apurar as circunstâncias da morte de um auxiliar geral, 32 anos, ocorrida na noite deste domingo, no Jardim Everest, ao resistir a abordagem de um policial militar de folga. Conforme o Boletim de Ocorrência sobre o caso, registrado como homicídio decorrente de oposição à intervenção policial, legítima defesa e tentativa de roubo, o rapaz teria sido flagrado pelo irmão do agente estatal, que é segurança de um frigorífico, subtraindo fios aos fundos do estabelecimento.
Chamado pelo irmão, o PM se dirigiu ao local, onde a dupla se deparou com o auxiliar em posse de um rolo de fio, em um córrego em uma área de mata. O policial deu voz de prisão ao homem de 32 anos, o qual, como uma faca em punho, partiu em direção ao agente, que efetuou três disparos de arma de fogo, dos quais, dois atingiram o peito e a canela esquerda do rapaz.
Conforme o registro do caso, mesmo baleado, o auxiliar ainda correu por cerca de 50 metros, em direção a uma ponte no Jardim Sabará, onde caiu e soltou a faca. O PM então solicitou apoio policial e de emergência para o local.
“No local onde o agressor teria sido alvejado, localizou-se um pedaço de cabo elétrico, bem como duas facas, que foram recolhidas pela perícia. Foram colhidas as versões de todos os envolvidos na ocorrência. A arma de fogo envolvida foi devidamente apreendida e lacrada, assegurando-se a cadeia de custódia necessária para o posterior labor pericial, bem como foi realizado exame residuográfico”, expõe o BO.
“Adotadas as providências iniciais de polícia judiciária e, após análise jurídica dos fatos, cotejando-as com as versões das testemunhas e análise do local, há indícios da existência de causa excludente de ilicitude na ação de agente público”, indicou o delegado que atendeu o caso sobre o PM, que, ao ser ouvido na Delegacia Seccional, relatou que, “diante da injusta agressão, não teve outro recurso que não atirar contra seu agressor”.
Além dos exames periciais nos locais, a Polícia Civil requisitou exame necroscópico do auxiliar.