Após 9 dias, carteiros retornam ao trabalho

PRUDENTE - Victor Rodrigues

Data 29/09/2015
Horário 08:59
 

A greve dos Correios chegou ao fim e os carteiros voltam hoje ao trabalho normal. Na região, as agências de Presidente Venceslau se anteciparam e retornaram ontem, mas em Presidente Prudente e nas demais cidades, os funcionários retornam hoje. Depois de nove dias de paralisação, a proposta de acordo coletivo foi aceita pela categoria em uma assembleia, mediada pelo vice-presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministro Ives Gandra.

Segundo os Correios, a proposta prevê aumento linear dos salários em R$ 150 a partir de agosto de 2015 e em R$ 50 a partir de janeiro de 2016, sobre a gratificação, incorporada ao salário em 50%, em janeiro de 2016; 25% em agosto de 2016; e 25% em janeiro de 2017.

O acordo também prevê que o plano de saúde dos trabalhadores não poderá sofrer qualquer alteração, e mantém a criação de uma comissão paritária referente ao assunto no prazo de 30 dias, a contar da assinatura do acordo coletivo.

De acordo com a Assessoria de Imprensa da empresa, a proposta traz ainda reajuste de 9,56% nos benefícios: vale-alimentação/refeição; vale-cesta; auxílio para filhos com deficiência e reembolso creche/babá; e redução do compartilhamento do vale-alimentação. Assim, como a proposta anterior, que já havia sido formulada pelo TST, a atual mantém a antecipação da entrega matutina até o final de 2016, conforme os critérios estabelecidos no Acordo Coletivo de Trabalho 2014-2015.

Vanderlei Aparecido Santos, diretor do Sindicato dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos de Presidente Prudente e Região, está feliz pelas conquistas gerais, mas se lamenta pelo "baixo" índice de reposição inflacionária oferecida pelos Correios, pois a categoria reivindicava reposição de 9,56%, e a empresa concedeu algo aproximado a 6%.

Uma das questões mais importante para os carteiros, que foi atendida pelos Correios, era sobre o desconto no convênio de saúde. "O governo queria instituir uma cobrança mensal de 13% sobre o valor bruto do salário. Mas o plano não será mais mexido. Continuaremos a pagar somente quando o serviço for utilizado", comenta.

Outro ponto positivo destacado pelo diretor regional do sindicato é a redução do desconto no vale-alimentação/refeição. "Tivemos um avanço. Era descontado do salário até 15% do valor do benefício. Isso varia de acordo com a remuneração. Agora, os carteiros vão arcar somente com 0,5% do vale", comemora.

A greve na região de Presidente Prudente teve adesão de 74  carteiros, em sete cidades, o que representou cerca de 25% dos servidores. Prudente, Assis e Venceslau tiveram o maior número de grevistas entre todos.

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