Associação dos Cegos participa da 1ª sessão de audiodescrição, em PP

Muitas vezes tem trilha sonora, mas o que está acontecendo por trás da música? Então é isso, eles visualizam o longa-metragem e para eles é muito importante", ressalta.

VARIEDADES - DA REDAÇÃO

Data 06/06/2014
Horário 09:36
 

Teve início ontem, na Sala de Cinema Condessa Filomena Matarazzo, do Centro Cultural Matarazzo, em Presidente Prudente, o projeto Cine Inclusivo, promovido pela Secult (Secretaria Municipal de Cultura). Serão duas sessões de filmes audiosdescritivos, às 9h e às 13h, e sempre na primeira quinta-feira de cada mês.

"É especialmente voltado à pessoa com deficiência visual, pois a mesma tem muita dificuldade de entender o filme em uma sala de cinema comum. Com a audiodescrição, eles entenderão melhor, participarão da sessão. Assim, estamos fazendo a inclusão dessas pessoas nesta cultura importante que é o cinema", destaca Sônia Vilela, coordenadora da Biblioteca Municipal Doutor Abelardo de Cerqueira César.

Jornal O Imparcial Projeto teve início ontem na sala de cinema do Matarazzo

Embora seja voltado aos deficientes visuais, ela afirma que o Cine Inclusivo está aberto a toda comunidade. "Daremos preferência ao público-alvo, mas o filme, além da audiodescrição, tem também imagem e fala", pontua, complementando que aos deficientes visuais a exibição do filme é um momento de cultura e lazer, o que agora pode ser encontrado no Matarazzo.

Para Eliete Marguti, coordenadora da Associação Filantrópica de Proteção aos Cegos, que participou da primeira sessão, a audiodescrição facilita muito a "visualização" do público com relação ao filme. "Nós enxergarmos a cena e temos a noção de como são as coisas, eles não. Alguns já enxergaram um dia e têm uma leve noção de como é. Mas quem nunca enxergou não tem noção de como é a cena de um filme. Assim sendo, a esta iniciativa veio para ajudar, e muito, essa relação. Muitas vezes tem trilha sonora, mas o que está acontecendo por trás da música? Então é isso, eles visualizam o longa-metragem e para eles é muito importante", ressalta.

A partir da audiodescrição, Marguti acredita que aqueles que têm deficiência visual ficam mais críticos. "Depois da exibição, eles conseguem fazer a crítica do que foi bom. Então para eles é autonomia, pois sabem o que aconteceu. Prudente, hoje, está dando um grande passo por trazer a audiodescrição. Entendemos que não é só para o deficiente visual. O idoso vai entender melhor o filme, o deficiente mental, enfim. Não é só para o visual. O filme audiodescritivo ajuda toda população", conclui.
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