Em maio, o setor de serviços foi o único com desempenho positivo na geração de empregos, em Presidente Prudente. Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados pelo Ministério do Trabalho, apontam que a atividade acumulou 26 novos trabalhadores do saldo de menos 71 contratados no período, resultado de 2.780 admissões e 2.851 desligamentos. O estoque mensal ficou em 71.487 trabalhadores com carteira assinada.
O levantamento ainda expõe que a categoria que mais perdeu trabalhadores, no quinto mês deste ano, foi a indústria. O saldo negativo foi de 52 colaboradores, diante de 355 contratações e 407 desligamentos. Na construção, foram menos 31 funcionários, entre 159 admissões e 190 demissões.
A agropecuária se manteve estável no período, com saldo de menos nove vagas: 57 contratações e 66 desligamentos. O mesmo ocorreu com o comércio, que registrou resultado negativo de cinco colaboradores, entre 856 admissões e 861 demissões.
A economista Edilene Mayumi Murashita Takenaka explica que a desaceleração dos números de empregos formais, atualmente, reflete o receio do empregador em investir em novas contratações sem a certeza de que o mercado vai conseguir responder positivamente à iniciativa da contratação.
“Explicando melhor: a contratação formal incide em custos elevados ao empregador pois, além do salário base, existem os encargos mensais, as provisões [férias e 13º salário], benefícios obrigatórias, reservas e custos operacionais [equipamentos, uniformes equipamentos, treinamentos]”, detalha. “Então, antes de fazer uma contratação formal, o empregador precisa analisar o risco que envolve a ação, caso o mercado não retorne de forma favorável”, complementa Edilene.
Ela ainda indica que, para os próximos meses, é preciso considerar que, em período de eleições presidenciais, costuma-se elevar gastos governamentais e fomentar o estímulo ao consumo. “O que pode acarretar uma rápida melhoria nos números de empregos. Mas, a médio e longo prazo, gera inflação, seguida de desaceleração econômica”, ressalta a economista.
Reprodução/Caged

Em maio, setor de serviços foi o único com desempenho positivo na geração de empregos
Arquivo

Edilene: antes de fazer contratação formal, empregador precisa analisar risco que envolve a ação