Canelite na mira: Fisioterapeuta traz dicas de ouro para corredores darem adeus à dor na canela

Conforme Maria Paula Figueiredo, inflamação – uma das lesões mais comuns entre os praticantes de corrida de rua - pode ser evitada com ajustes simples no treino, na escolha do tênis e com a boa e velha liberação muscular

Esportes - DA REDAÇÃO

Data 20/06/2026
Horário 08:00
Foto: Cedida
Primeira grande dica da fisioterapeuta para quem já está sofrendo com os sintomas é focar na parte de trás da perna
Primeira grande dica da fisioterapeuta para quem já está sofrendo com os sintomas é focar na parte de trás da perna

Quem corre ou está começando no mundo das corridas de rua certamente já ouviu falar — ou infelizmente já sentiu — aquela dor incômoda na parte da frente da perna. A famosa canelite é o terror de muitos atletas. Para entender melhor o problema e, principalmente, saber como se livrar dele, batemos um papo exclusivo com a fisioterapeuta Maria Paula Figueiredo, que desmistificou a lesão e trouxe orientações valiosas.

De acordo com Maria Paula, a canelite nada mais é do que uma inflamação no periósteo (um tecido que conecta o tendão do músculo tibial posterior à tíbia), concentrando-se geralmente no terço distal do osso da canela.

"O que poucas pessoas sabem é que essa tensão no tendão também pode ser causada por um aumento de contração na panturrilha, principalmente no músculo sóleo, que é mais profundo", explica a especialista.

Alívio imediato: olhe para a sua panturrilha

A primeira grande dica da fisioterapeuta para quem já está sofrendo com os sintomas é focar na parte de trás da perna. Cuidar apenas da região da canela não basta. A recomendação de ouro da Maria Paula é realizar a liberação muscular do sóleo (essa musculatura mais profunda da panturrilha) para aliviar a tração excessiva no osso.

Os vilões de treino: o que dispara a dor?

A canelite tem causa multifatorial, mas a especialista acende o alerta para três gatilhos principais que os corredores costumam negligenciar no dia a dia:

Mudança repentina de piso: Passar a treinar da rua para a grama, ou do asfalto para o concreto, muda o impacto e pode iniciar o processo inflamatório.

O "boom" dos tênis de placa de carbono: Embora queridinhos pela performance, eles exigem mais da musculatura. "Se você tem canelite, evite fazer o treino longão com calçado de placa de carbono. Opte por um tênis sem a placa, isso vai aliviar bastante", orienta Maria Paula.

Excesso de entusiasmo (volume e intensidade): Aumentar os quilômetros da semana ou forçar demais o pace (ritmo) sem o devido descanso é receita certa para a lesão. O equilíbrio aqui é fundamental.

Olhar profissional faz a diferença

Se você já maneirou nos treinos, trocou o calçado e a dor persiste, o caminho é buscar ajuda especializada. Maria Paula Figueiredo lembra que alterações biomecânicas no seu jeito de correr também podem estar por trás do problema.

Para desvendar essas causas mais complexas, uma avaliação detalhada com um fisioterapeuta do esporte é o passo ideal para você voltar a correr com o máximo de performance e, o melhor de tudo, zero dor!


 

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