Cemitérios estão sem espaço novas sepulturas

REGIÃO - Rogério Lopes

Data 07/07/2015
Horário 11:06
 

Sem espaço para novos jazigos, os cemitérios de Regente Feijó e Álvares Machado estão "no limite" de sua capacidade. Segundo os chefes do Executivo, a situação é critica e a cada dia fica mais difícil encontrar espaços para realizar os sepultamentos. Em Machado, mesmo com dificuldades, o prefeito Horácio César Fernandez (PV) esclarece que ainda consegue construir novos túmulos a partir de algumas poucas áreas remanescentes no cemitério municipal. Já em Regente, o prefeito Marco Antônio Pereira da Rocha (PSDB) afirma que o problema é "grave", pois o local está totalmente lotado e os sepultamentos ainda ocorrem, pois são utilizados jazigos de familiares que foram enterrados no cemitério.

Visando solucionar o impasse, ambas as cidades possuem projetos de uma nova área para os cemitérios. Embora Regente Feijó já possua um local adquirido, parece que Machado é quem vai ter o problema – devido à capacidade esgotada do atual cemitério – resolvido primeiro.

Isso porque, a área comprada pela prefeitura de Regente segue trâmites judiciais, a partir de ação popular contra a compra do terreno, sobre possível "superfaturamento" do valor do imóvel. A área desapropriada e adquirida pelo município comporta um espaço de 4,2 alqueires e foi avaliada em R$ 700 mil. No entanto, em maio deste ano, a Justiça julgou procedente a ação e determinou a anulação da desapropriação do local.

Na ocasião, o juiz Dayvison Heberth dos Reis pontuou que os valores da compra deveriam ser devolvidos aos cofres públicos municipais e decidiu por um novo processo de compra da área citada, seguindo o valor reconhecido como legítimo de R$ 465.274,49.

Rocha diz que a compra foi legal e que o valor pago pelo terreno foi três vezes menor do que a área realmente vale, conforme a valorização da localidade. O prefeito esclarece que a prefeitura conquistou uma liminar, junto ao Tribunal de Justiça, a qual permite que o Executivo inicie as obras do novo cemitério. Porém, pontua que decidiu aguardar a decisão final da Justiça para dar prosseguimento aos trâmites.

Como o impasse prossegue, Rocha esclarece que o momento "é complicado", pois o atual cemitério está sem espaço algum para novos jazigos. "Quem é prejudicada é a população", salienta.

 

Em andamento

Problema pontuado desde 2013, quando a administração municipal da época até cogitou a ideia de levar os sepultamentos para o distrito de Coronel Goulart – fato que não ocorreu, de acordo com o prefeito – a falta de espaço para as sepulturas persiste e, hoje, "é muito complicado arrumar um local para fazer os sepultamentos", frisa Fernandez.

O prefeito esclarece que uma área de 10 mil metros – ao lado do cemitério – provavelmente será adicionada para os sepultamentos. Ele pontua que o local pertence a um loteamento e faz parte da área institucional que o empreendimento tem que ceder ao Executivo e, pensando no problema, ficou decido pelo emprego do novo cemitério na localidade.

Fernandez acredita que em aproximadamente três meses o lugar esteja liberado para o início dos trabalhos, após toda a regularização de documentos do loteamento. "Vai sanar a situação crítica quanto ao cemitério", estima.

 
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