Como cuidar de idosos

OPINIÃO - Sergio Munhoz Pereira

Data 15/07/2026
Horário 05:00

Já me perguntaram inúmeras vezes o que é mais difícil: cuidar de crianças ou de idosos? Para quem tem acesso a ambas faixas etárias e o faz nos últimos 40 anos, digo: de idosos! Muitas vezes pode ser até quase impossível cuidar de pessoas da terceira idade, mesmo para os próprios familiares e profissionais especializados, como cuidadores terciários de idosos.
Conhecer como foi a vida pregressa de um idoso numa avaliação minuciosa ajudará enormemente. Perguntas como: onde ele nasceu, quem eram seus pais, nível educacional, profissão, quantos filhos teve, as dificuldades durante percurso da vida, comorbidades presentes, alterações do processo de envelhecimento que resultaram em dificuldades visual e auditiva, de caminhar, enfim... Mas podemos ter facilidades de relacionamento e cuidarmos deles adequadamente se pudermos empregar: 

Tom de voz 
Importante! Nada de gritos. Mantenha uma atitude respeitosa. Não o trate como uma criança. Esteja atento ao seu tom de voz e não o diminua, pois pode não escutar ou ter dificuldade de interpretar e ficar confuso.
    
Linguagem
Se o tom da voz é um fator que deve ser levado a uma reflexão da linguagem, também devem se evitadas palavras que diminuam a dignidade. Expressões: como fralda, babador, bacio não devem ser mencionados. Procure palavras que se utilizava antes da doença.

Comunicação 
Se a comunicação ficar comprometida, o desafio de manter relacionamento com idoso será agravado ou impossibilitado. Fazer perguntas abertas pode intimidar, caso a pessoa com demência não saiba a resposta. Faça perguntas que possam se respondidas pelo seu familiar. Veja uma forma incorreta de conversar - Mamãe diz ao João quantos filhos tens. A forma correta de comunicar-se deve ser: mamãe diz ao João o quanto gostas dos teus quatro filhos.

Passeio 
Com certeza, na terceira idade, será prejudicial ficar somente dentro de casa. Observar que quando o idoso tem uma família e possui condições físicas para caminhar, passeios devem ser estimulados. Não importa se na mesma rua que moram ou distâncias maiores, como mercado, farmácia, feiras e bancos. Ver pessoas, plantas e animais pode trazer lembranças e memórias que ajudarão num processo maior de aprendizado. 
Com imaginação e planificação, um passeio pode ser gratificante e quebrar a monotonia. 
São algumas destas situações que, se empregarmos, o relacionamento com idosos será sempre muito mais fácil. 

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