O mês de dezembro, dentre as festividades de fim de ano, também teve como pauta a reflexão sobre a pessoa com deficiência no cenário mundial, uma vez que, no dia 3, a ONU (Organização das Nações Unidas) instituiu o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.
Historicamente, a pessoa com deficiência enfrentou vários estigmas. Na antiguidade, a deficiência era muitas vezes interpretada como castigo divino para punir os pais, ou a própria pessoa. Essa crença resultava em exclusão social, marginalização ou até mesmo morte.
Com o avanço para a Idade Contemporânea, inicia-se uma mudança de perspectiva em relação à pessoa com deficiência. Surge uma proteção e inclusão, reforçada após a Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948).  No Brasil, ganha ainda mais força em 2007, quando o país se torna signatário da Convenção de Nova York, e o tratado vem para reforçar a importância da promoção da acessibilidade e da inclusão, garantindo que a pessoa com deficiência seja tratada como sujeito de direitos levando esse tema a um status constitucional.
Em 2015, foi sancionada no Brasil a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (n° 13146/2015), que garante direitos e benefícios para as determinadas pessoas enquadradas na condição. Porém, não se falava sobre aqueles acometidos pelas deficiências ocultas, que só foram receber destaque em 2020, com a Lei Romeo Mion (n° 13977/2020), estabelecendo a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (popularmente conhecida pelo cordão de quebra-cabeça colorido) e em 2023 com a Lei das Deficiências Ocultas que alterou a Lei n° 13146/2015, regulando a identificação dessas pessoas com um cordão decorado com desenhos de girassóis.
A origem do referido cordão, do inglês “sunflower lanyard” aparece como uma forma dos funcionários do aeroporto de Gatwick, no Reino Unido, em 2016, identificarem de maneira sutil e discreta quais passageiros possivelmente iriam necessitar de uma assistência mais humana e acolhedora.
Posteriormente, um projeto conhecido pelo nome de “Inclusão em Ação” iniciou a importação e produção desses cordões acompanhados de um cartão com um QRCode contendo informações sobre o indivíduo pessoa com deficiência invisível. 
Dessa forma, o que era antes definido de forma geral passa a ser específico, aumentando o escopo e alcançando as pessoas que merecem esse benefício e um tratamento digno perante a realidade brutal em que vivemos, celebrando uma conquista moral que trouxe mais valores e mais respeito para aqueles que foram lesados pela sociedade devido a uma condição congênita e invisível.
Portanto, a temática voltada acerca dos direitos das pessoas com deficiência deve ser enfatizada como compromisso por todos nós, em todo o ano de 2026, elencando como meta nesse início de ano, não pode passar despercebido, devendo a sociedade como um todo ter essa percepção e um olhar fraterno a todas pessoas com deficiências. 
Dentro das discussões de pautas sociais, o tema aborda um interesse público diante a sua relevância por estar relacionado com a dignidade da pessoa humana. É de suma importância promover o acolhimento e a busca pela compreensão dos transtornos e doenças mentais, afinal, a pessoa com deficiência possui capacidade de viver normalmente em sociedade e merece as mesmas oportunidades e direitos que qualquer outro indivíduo.
 

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