Cresce em 23,8% o surgimento de novos  microempreendedores individuais em PP

Sebrae registrou um salto de 12.061 MEIs para 15.097 em um ano no município; pandemia pode ter influenciado muitas das buscas

REGIÃO - GABRIEL BUOSI

Data 06/12/2020
Horário 05:55
Graziely se tornou MEI ao ver crescimento do setor e de clientes

Em Presidente Prudente, o crescimento no número de MEI (Microempreendedor Individual) no ano de 2020 foi de 23,8%, já que, segundo o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), enquanto no mês de novembro de 2019 a quantidade de MEIs era de 12.061, no mesmo período do ano de 2020 essa quantidade chegou a 15.097. “Acredito que esse crescimento pode sim estar ligado à pandemia, já que muitas pessoas se viram empreendendo por necessidade”, afirmou o gerente regional do Sebrae em Prudente, José Carlos Cavalcante.

É claro que, segundo o gerente regional, não se pode dizer que 100% desses novos microempreendedores individuais são pessoas que precisaram se adaptar devido à situação de pandemia, no entanto, ele lembra que na unidade, o programa Empreenda Rápido conta, em sua maioria, com a participação de novos empresários que perderam seus postos de trabalho e, mesmo pesquisas divulgando resultados positivos de contratações na região, o cenário ainda não foi o suficiente para a absorção de toda essa mão de obra disponível na cidade.

“O que cresceu foi o empreendedorismo por necessidade. As pessoas encontraram um meio de gerar renda empreendendo e acredito que se o governo não prorrogar os auxílios fornecidos à população no começo do ano de 2021, esse cenário vai aumentar ainda mais”, apontou Cavalcante.

Grandes desafios e grandes responsabilidades

Neste momento em que tudo é novidade é preciso ter alguns cuidados para que o negócio seja um sucesso. Por isso, o gerente regional do Sebrae lembra que os primeiros 90 dias são cruciais.  “Não tenha dúvida que esses cuidados iniciais são extremamente necessários, principalmente o equilíbrio do caixa”. Isso porque, conforme Cavalcante, esse tipo de atividade, quando está nova, não tem muitas vezes o mesmo crédito de uma empresa que está no mercado há muito tempo.

“Normalmente os MEIs usam o recurso, por exemplo, que obtiveram com sua indenização rescisória e com o dinheiro que tinha do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), e não é uma quantidade grande de capital, então eles precisam dimensionar essa atividade pelo menos nos três primeiros meses, equilibrando as compras e as despesas”. Outra dica importante é, se necessário, buscar junto ao Banco do Povo crédito para que as atividades possam ser realizadas com mais segurança.

Entre os setores que mais se destacaram, o Sebrae cita o da construção civil, que está muito fomentado, e o da parte de beleza e estética, sempre em alta.

Escolha de sucesso

Aos 19 anos, Graziely Farias se tornou uma microempreendedora individual, durante a pandemia, no mês de outubro. Mesmo a escolha não tendo relação direta com o cenário causado pela Covid-19, ela aponta que a situação pandêmica trouxe bons resultados para o negócio. “Eu percebi que minhas clientes começaram a ter mais tempo para os atendimentos, pois é um setor que nunca para, e vi a necessidade, com esse aumento na demanda, de formalizar meu negócio com a procura pelo MEI. Foi ótimo, pois o movimento, ao contrário de muitos outros setores, só aumenta”.

Ela comenta que está nesse ramo desde os 14 anos, quando começou a fazer pés e mãos, e disse que desde então diversos foram os cursos para o aprimoramento do ofício. “Eu fiz questão de ir atrás do MEI para que eu tivesse todos os direitos de forma legal. Além disso, fazer meu próprio horário e ter uma renda melhor foram muito importantes para essa escolhas”, finalizou.

 

 

 

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