Data comemorativa aumenta número de doações

Em períodos de frio, chuvosos, de férias e de festas, quantidade de doadores sofre redução nos bancos de sangue de Prudente

PRUDENTE - ANNE ABE

Data 15/06/2017
Horário 12:11
José Reis, Tiro de Guerra também se mobilizou para doação coletiva
José Reis, Tiro de Guerra também se mobilizou para doação coletiva

O movimento no Banco de Sangue do HR (Hospital Regional) Doutor Domingos Leonardo Cerávolo e no Hemonúcleo anexo à Santa Casa de Misericórdia, ambos em Presidente Prudente, aumentou ontem, Dia Mundial do Doador de Sangue. Movidos pela vontade de ajudar o próximo, ao todo, 80 doadores estiveram presentes no Hemonúcleo, o que resultou em um total de 70 bolsas de sangue. Já no Banco de Sangue não foi realizado um balanço, no entanto, a unidade recebe cerca de 1,2 mil candidatos a doadores por mês, que resulta na média de 100 bolsas coletadas.

A agente de captação responsável pela comunicação do Hemonúcleo anexo à santa casa, Zenaide Brito, informa que a unidade de Prudente pertence à Fundação Hemocentro de Ribeirão Preto, que atende outras sete cidades, assim, possuem 1.796.671 pessoas cadastradas em seu banco de doadores. Zenaide informa que normalmente são colhidas cerca de 60 bolsas por dia, mas que, em dias chuvosos, frios ou em períodos de férias e festas, esse movimento cai pela metade. “Nós mantemos a santa casa local, o Hospital Estadual [Doutor Odilo Antunes de Siqueira] e mais 45 municípios. Então, é muito importante as pessoas realizarem as doações, para a gente atender essa demanda”, declara a agente a respeito da importância das doações para a unidade.

Os períodos de queda também são relatados pela coordenadora do Banco de Sangue do Hospital Regional, Margarina Maria Silveira, que vê a ação como um gesto de solidariedade genuína e ressalta a relevância desse ato. “O sangue é essencial para o tratamento de muitas doenças, então, dependemos das pessoas para aumentar as chances ou prolongar a vida de outras. Há tratamentos que não podem ser concluídos com sucesso sem a doação. Vejo como um gesto de cidadania. Temos que adquirir a consciência para e realizá-lo regularmente”, destaca.

Para doar, é necessário que a pessoa esteja em boas condições de saúde, ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 kg, ter dormido pelo menos seis horas antes do ato, estar alimentado e levar documento original com foto recente.

 

Ajuda ao próximo

O motorista e morador de Martinópolis, Joelino Soares Pereira, 53 anos, comparece ao menos uma vez por ano no Hemonúcleo anexo à santa casa, há mais de cinco anos, para realizar a doação de sangue e reconhece a importância do ato. "Me sinto bem quando eu doo sangue, faz bem para o corpo e para a alma, e ainda, pode ajudar outras pessoas", relata.                       

A secretária Marluce Ximenes, 44 anos, doa sangue regularmente a cada três meses no Hemonúcleo, há mais de 10 anos, e conta que a prática se intensificou quando seu tio, que faleceu recentemente, estava internado e precisou de doações. “É bom ajudar o próximo. Mesmo não sabendo quem é que vai usar o sangue, você sabe que pode estar ajudando uma vida. É sempre importante”, declara.

Já o estudante Matheus Teixeira, 22 anos, esteve presente no Hemonúcleo para realizar a sua primeira doação de sangue. Ele ainda conta que o gesto foi motivado pelo seu pai, que é doador de sangue frequente há mais de dois anos. “Acho importante doar e ajudar o próximo, vai que a gente precisa também. É ajudar o próximo para ser ajudado, por isso estou seguindo os passos dele. Já realizei meu cadastro para continuar doando”, expõe.

 

Ação conjunta

O Tiro de Guerra de Presidente Prudente também se mobilizou para o Dia Mundial do Doador de Sangue. Ao todo, 12 atiradores voluntários se prontificaram e estiveram presentes no Instituto RH de Hematologia e Hemoterapia, na Avenida Coronel José Soares Marcondes, para realizar a doação de sangue coletiva.

A ação foi coordenada pelo subtenente e chefe de instrução do Tiro de Guerra, José Cláudio do Nascimento, que explica terem sido convidados pelo próprio instituto para aderir à campanha. “Nós partimos pelo lado emocional, porque a gente sabe que, hoje, muita gente está precisando e amanhã poderá ser qualquer um de nós. Muitos deles, depois dessa campanha acabam continuando, sendo doadores, além dos atiradores que já são doadores”, expõe.

O atirador Gustavo Aparecido Baraldo Silva, 18 anos, doou sangue pela primeira vez na campanha e diz que o Tiro de Guerra o motivou a realizar o gesto, além de ser importante para salvar o próximo. “Antes de vir, o doutor nos informou que uma doação pode salvar até três vidas, então, acho importante comparecer”.

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