Dengue: um alerta que exige união

EDITORIAL -

Data 15/05/2026
Horário 04:15

A confirmação do primeiro óbito por dengue hemorrágica em Dracena acende um alerta que precisa ultrapassar os números e chegar, de forma urgente, à consciência coletiva da população. A morte de um homem de 60 anos, confirmada ontem pelo Instituto Adolfo Lutz após investigação epidemiológica, evidencia que a dengue continua sendo uma ameaça real, grave e capaz de provocar consequências irreversíveis.
A perda de uma vida reforça a necessidade de responsabilidade compartilhada entre poder público e comunidade. A Prefeitura de Dracena, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e Higiene Pública, tem intensificado as ações de combate ao mosquito transmissor, mas nenhuma estratégia será plenamente eficaz sem a participação ativa da população.
A dengue não escolhe idade, bairro ou classe social. O mosquito encontra espaço para se proliferar justamente na negligência cotidiana: um prato com água acumulada, um quintal desorganizado, uma calha sem limpeza, um recipiente esquecido no fundo do terreno. Pequenos descuidos podem se transformar em grandes tragédias.
É preciso compreender que o combate à dengue não pode acontecer apenas em períodos de epidemia ou quando os casos aumentam. O enfrentamento deve ser permanente, diário e coletivo. Cada morador tem papel fundamental na eliminação dos criadouros do mosquito Aedes aegypti e também na atenção aos sintomas da doença, buscando atendimento médico ao perceber sinais de agravamento.
A confirmação deste óbito deve servir como momento de reflexão, conscientização e mobilização. O cenário exige união, prevenção e compromisso de todos. Em uma batalha que começa dentro de casa, cada atitude importa e pode salvar vidas.
 

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