Colar de pérola é um símbolo de elegância e beleza natural. Para que exista é necessário o cordão, de tal forma que nessa composição acaba sendo o mais importante. Assim foi e continua sendo, por meio de seu legado, a Dona Ana (1930-2022).
Ela foi o cordão da constituição de sua família, tendo como pérolas o marido, filhos, netos e bisnetos. Foi cordão na educação em todos os níveis, da pré-escola ao ensino superior. Foi cordão na vida pública, decidindo eleições e se elegendo vereadora.
Nascida em 13 de março de 1930 em Gália (SP), neste 13 de março de 2026 completaria 96 anos. Batizada como o nome de Ana Cardoso Maia ao qual foi acrescentado Lima, no casamento com Agripino de Oliveira Lima Filho (1931-2018).
Ao longo da vida, a professora, diretora de escolas públicas e reitora da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista), passou a ser Dona Ana. Pronome de tratamento (dona) que tem o sentido de título honorífico, como expressão de estima, respeito e admiração.
Educadora, plantou e cultivou o saber como processo de conhecer cada vez mais e compartilhar conhecimento para além da aprendizagem do educando, ao proporcionar a emancipação para construir o próprio caminho. Colheu gratidão e respeito.
Um menino que ia à casa de Dona Ana buscar a roupa suja e voltava para entregar lavada e passada por sua avó, também foi seu aluno na Escola José Carlos Pimenta, em Presidente Prudente. Anos mais tarde foi seu colega vereador; depois deputado e prefeito.
Quando vereadora, eleita a mais votada em 2000 com 5,5 mil votos, dividia a mesa do plenário com seu ex-aluno Ed Thomas.
Autor do título de Cidadã Prudentina e que em sua gestão como prefeito denominou o shopping popular de Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima, Ed diz que Dona Ana deixou grandes marcas para a cidade, como educadora, gestora e figura pública.
Nas eleições de Agripino Lima vereador, deputado (federal e estadual) e três vezes prefeito, foi mulher de ação discreta.
O atual prefeito, Milton Carlos de Mello, Tupã, que ocupa o cargo pela terceira vez e que é engenheiro civil egresso da Unoeste, tem a Dona Ana como mulher especial: sábia, carinhosa, inteligente e humana, que fazia o bem para as pessoas e que ajudou muito Prudente em todas as áreas.
A também educadora Aparecida Darcy Alessi Delfim, que ingressou na Unoeste no seu nascedouro e atualmente é coordenadora pedagógica institucional, afirma que a vida da Dona Ana foi permeada pela seguinte máxima: “aproveite o bom de cada pessoa”.
“Atuando como educadora, ela sempre se manteve firme nesse propósito, desenvolvendo e formando pessoas naquilo que tinham de melhor”, comenta e para dizer que tem em Dona Ana o seu “exemplo de mulher educadora!”.
“Sua atuação foi pautada por sensibilidade, firmeza e sabedoria na condução de desafios, inspirando equipes e motivando, com o seu exemplo, gerações de professores, colaboradores e estudantes”, pontua a coordenadora pedagógica.
Professora Darcy diz ainda que, embora a ausência física seja entristecedora, “a sua trajetória jamais será esquecida, pois quem dedica a vida à educação constrói um legado que atravessa gerações”. “Minha admiração e saudade!”.
Em mais de meio século, a Unoeste formou mais de 128 mil profissionais, inseridos no mercado de trabalho no Brasil e pelo mundo afora. É reconhecida pelo MEC (Ministério da Educação) como a melhor universidade particular do Estado de São Paulo.
Integrantes da equipe gestora que atuam mais próximos aos alunos da graduação e pós-graduação, o pró-reitor Acadêmico, Dr. José Eduardo Creste, e pró-reitor de Pesquisa, Pós-graduação e Extensão, Dr. Adilson Eduardo Guelfi, atestam o valor de Dona Ana.
“Dona Ana é o equilíbrio e a força motora que toda empresa de sucesso precisaria ter em seu DNA, capaz de valorizar o que cada colaborador tem de melhor e, com isso, atingir resultados espetaculares”, pontua Creste.
“A Dona Ana se tornou referência como mulher, mãe, avó, educadora e empreendedora, deixando um legado a toda família que transformou a Unoeste em sinônimo de qualidade educacional”, diz Adilson.
A ideia da metáfora de Dona Ana como colar de pérolas vem de anos, manifestada pela professora de literatura brasileira, Leodete Gazoni, aposentada na Unoeste, onde contribuiu na implantação da Assessoria de Comunicação e atuou como jornalista.
O nome da Dona Ana, que partiu em 10 de novembro de 2022, está perpetuado na história e nos espaços culturais das bibliotecas nos campi de Prudente, Jaú e Guarujá; no shopping popular de Prudente e na Escola do Legislativo.
Também está no Ambulatório Médico Professora Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima, mantido pela Unoeste ao lado do HR (Hospital Regional) Dr. Domingos Leonardo Cerávolo; onde, em anexo, funciona o Centro Municipal de Especialidades.
Além de sua atuação no sonho, planejamento, instalação, desenvolvimento e crescimento gigantesco da Unoeste, Dona Ana foi igualmente parceira de Agripino Lima na construção do Hospital Universitário, atual Hospital Regional.
Arquivo/Marketing Unoeste

Dona Ana na inauguração do então Hospital Universitário, hoje Hospital Regional
Arquivo

Dona Ana na condução dos atos e ações da Unoeste
Arquivo

Dona Ana sempre teve alegria em receber a equipe de trabalho e amigas
Arquivo

Dona Ana se elegeu vereadora; na foto com o então vereador Ed Thomas, que foi seu aluno
Ector Gervasoni

Estátua em homenagem à Dona Ana ao lado do Professor Agripino, no campus 1 da Unoeste
Ector Gervasoni

Inauguração do Shopping Popular de Presidente Prudente, que recebeu nome de Dona Ana
Ector Gervasoni

Ambulatório “Profª Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima”
João Paulo Barbosa

“Espaço Cultural Ana Cardoso Maia de Oliveira Lima” nas unidades da Rede de Biblioteca da Unoeste nos campi de Prudente, Jaú e Guarujá
Câmara Municipal

Escola do Legislativo recebeu nome da Dona Ana