Educação e lusofonia

OPINIÃO - António Montenegro Fiúza

Data 19/06/2020
Horário 06:30

“A pátria não é a raça, não é o meio, não é o conjunto dos aparelhos econômicos e políticos: é o idioma criado ou herdado pelo povo.” Olavo Bilac

Toda e qualquer sociedade almeja alcançar o máximo de conhecimento possível, em relação ao meio em que se encontra inserida, em relação a si mesma e em relação aos indivíduos que a compõe; tal saber permite um maior domínio sobre as vicissitudes do ambiente, permitindo a perpetuação da comunidade no tempo e a sua extensão no espaço.

Ao encararmos a educação – quer a formal quer a informal – como a sistematização do conhecimento adquirido ao longo de séculos, reconhecemo-la como o ponto nevrálgico para o desenvolvimento da sociedade humana e uma variável de valor crescente, face às dinâmicas por que passa o mundo e as quais se tornam cada vez mais aceleradas; a educação consistirá, assim, numa fonte inesgotável de estudos e alvo de melhorias contínuas.

Amílcar Cabral, mentor das ações independentistas da Guiné-Bissau e de Cabo Verde, defendia que a educação era a base do poder de um povo e, ao longo do seu percurso, logrou construir escolas e formar indivíduos, contribuindo para que em cada uma dessas nações, as fontes humanas fossem capacitadas e motivadas a contribuir árdua e diretamente, no desenvolvimento das suas identidades, das suas sociedades e do seu futuro.

A unidade linguística demonstrara-se fulcral, para uma ação concertada e profícua! A mesma variável que também une povos tão diversos quanto os portugueses, os santomenses, os moçambicanos, os angolanos, os brasileiros, os timorenses, os guineenses e os cabo-verdianos: a lusofonia.

A holística da língua portuguesa, tão entranhada nas nossas veias, que transborda nos nossos hábitos e costumes, pensamentos e ações, é o mote e a força motriz para esta coluna semanal e uma resposta à participação cívica que me proponho fazer de forma responsavelmente crítica, lendo o quotidiano social do espaço lusófono.

Debruçar-nos-emos sobre o percurso trilhado pelos povos e pelas nações que compõem a lusofonia, sobre a educação formal e informal, sobre os desafios e as perspectivas para o futuro; a educação e o seu papel na cultura, no desenvolvimento humano e no das sociedades, na tecnologia e na economia de vários países. Mas uma só nação: a língua portuguesa.

Neste espaço, concede-se a palavra à educação dos povos ligados entre si, pelo indestrutível elo da língua.

 

 

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