Egresso do sistema penitenciário é preso após agredir companheira no Brasil Novo, em PP

Homem, de 52 anos, que já foi condenado por dois assassinatos, um deles, de sua então enteada de 3 anos, desta vez, foi autuado em flagrante por violência doméstica

PRUDENTE - MELLINA DOMINATO

Data 14/11/2025
Horário 12:21
Foto: Arquivo/O Imparcial/Maurício Delfim Fotografia
Boletim de Ocorrência sobre o caso foi registrado na Delegacia Seccional
Boletim de Ocorrência sobre o caso foi registrado na Delegacia Seccional

A Polícia Civil de Presidente Prudente solicitou à Justiça a conversão da prisão em flagrante em preventiva de um ajudante geral, 52 anos, detido pela Polícia Militar, na manhã desta sexta-feira, após ter praticado violência doméstica contra sua companheira, 53 anos, no Conjunto Habitacional Brasil Novo.

Egresso do sistema penitenciário, onde cumpriu pena por diversos crimes, entre eles, dois assassinatos, o indivíduo foi encarcerado, desta vez por agredido sua namorada, com quem convive há três anos, com empurrões, tapas e socos, principalmente na região torácica, além de ter ameaçado e injuriado a vítima com palavras de baixo calão.

O Boletim de Ocorrência sobre o caso, registrado na Delegacia Seccional, informa que uma briga teria ocorrido entre o casal quando o homem, depois de passar a noite usando entorpecentes, tentou se apossar do celular da mulher, que já havia registrado denúncia de ameaça contra ele, com a finalidade específica de apagar conversas e vídeos que ela mantinha armazenados no dispositivo, nos quais constavam registros de agressões anteriormente praticadas por ele contra ela.

“Você pode chamar a polícia, mas eu fico um, dois anos preso, mas eu volto pra te matar”, teria declarado o ajudante geral enquanto agredia a vítima. “Complementando a gravidade da ameaça, mencionou que já havia matado alguém anteriormente, e que, por essa razão, matar a vítima não seria difícil para ele”, ainda expõe o registro.

Ficha criminal
Dentre diversos processos que responde, por delitos como furto qualificado, posse de drogas e maus-tratos, o ajudante geral foi condenado a 27 anos de reclusão pelo assassinato a soco de sua então enteada de 3 anos, crime praticado em 2002, em Piracicaba, cidade em que ele nasceu. Ainda, consta em sua ficha criminal outra condenação, desta vez a seis anos de prisão por um outro homicídio, também ocorrido em Piracicaba, com sentença de 1999.

“O autuado possui matrícula SAP [Secretaria Estadual de Administração Penitenciária] com situação atual de egresso, tendo cumprido pena em diversos estabelecimentos prisionais do Estado, incluindo Penitenciária de Presidente Prudente, Presidente Venceslau, Andradina, Sorocaba, Tupi Paulista e Balbinos. Consta que obteve livramento condicional em 24 de fevereiro de 2021”, aponta o BO.

Para o delegado que atendeu o caso, a repetição de prática de crimes pelo envolvido “demonstra o firme propósito em continuar praticando atos de violência doméstica contra a vítima, em total desprezo pela dignidade da mulher e pelas normas de proteção estabelecidas”.

“Some-se a isso o fato de que o autuado possui extensa folha de antecedentes criminais, incluindo condenação por homicídio qualificado de sua enteada de apenas três anos de idade, pelo qual cumpriu pena de 27 anos de reclusão em regime fechado, fato este que empresta ainda maior gravidade às ameaças de morte proferidas contra a vítima”, considera.

“Com essas considerações, represento pela prisão preventiva, vez que os comportamentos evidenciam o firme propósito em continuar a praticar crimes e causar perturbação à ordem pública, colocando em grave risco a integridade física e psicológica da vítima”, finaliza a autoridade policial.
 

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