Em carreata, Apeoesp protesta hoje contra retorno das aulas

PRUDENTE - THIAGO MORELLO

Data 25/07/2020
Horário 06:12

No começo de setembro, se todo o Estado de São Paulo estiver pelo menos há 14 dias na fase amarela, a promessa do governo estadual é de que as aulas possam voltar na modalidade presencial, de forma gradativa. Já prevendo isso, a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial Estado de São Paulo) mobilizou para hoje uma carreata, em forma de protesto, a fim de prestar movimentação contrária à futura ação. De acordo com a categoria, tal atitude só pode ser pensada depois que a pandemia não oferecer tantos riscos à comunidade escolar.
Mas não é só isso. Na oportunidade, o sindicato também se mobilizará para mostrar que “há professores contratados que não estão recebendo salários” e, por isso também não podem solicitar o auxílio emergencial ofertado pelo governo federal. “Estão desassistidos”, completa o coordenador regional, William Hugo Correa dos Santos.
De acordo com ele, são pontos cruciais que merecem ser discutidos com mais cuidado. Willian ressalta que, no que tange à volta às salas de aulas, caso ainda tenha risco à comunidade escolar, é um “problema grave”. E quando ele diz comunidade, inclui-se os alunos, professores e demais funcionários. Para ele, a tendência do governo, daqui pra frente, é apenas progredir com as fases na região, a fim de forçar o retorno escolar.

Sindicato acredita que Covid-19 ainda traz ameaças à comunidade escolar

E no outro ponto, vem a situação salarial, que prejudica quem está enfrentando a pandemia, e nesse caso, com menos recursos. Sendo assim, também protestarão em pedido de auxílio emergencial para os docentes que estão sem receber, que compõem as categorias O, S e V. “Categoria O, professores contratados que são atribuídas aulas no decorrer do ano, como por exemplo: cobrir aposentadorias, licença-prêmio, licença-saúde e etc. Categoria S e V, professores contratados para substituir eventualmente, caso algum professor não veio na primeira aula, ou não virá naquele dia pelo motivo de doação de sangue, retirada médica, ele substitui o professor que faltou”, explica Willian.
Somente a comunidade escolar está convidada a participar do momento. Ainda de acordo com o coordenador regional, há mais de 30 carros confirmados. “Estamos seguindo todas as orientações da OMS [Organização Mundial de Saúde], sem aglomeração, todos de máscaras. Iremos disponibilizar luvas e álcool em gel. Como será carreata, creio que não teremos problemas, pois todos estarão em seus carros. Média de duas a três pessoas por carro”, comenta.

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