Outubro foi mês de estabilidade no mercado de trabalho, em Presidente Prudente, quando o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério do Trabalho, contabilizou saldo de menos nove trabalhadores no município, consequência de 3.288 contratações e 3.297 demissões. O setor de serviços foi o destaque mais uma vez, com 39 novos colaboradores, resultado de 1.568 admissões e 1.529 desligamentos. A agropecuária também ficou no positivo, com 33 vagas ocupadas, diante de 89 contratações e 56 demissões.
Três categorias, no entanto, ficaram no vermelho. A indústria marcou menos 66 trabalhadores, diante de 480 admitidos e 56 desligados. A construção teve 181 contratações e 195 demissões: menos 14 empregados. Por fim, o comércio também se manteve estável: menos um colaborador, ao levarmos em conta 970 admissões e 971 desligamentos. No que diz respeito ao estoque mensal, a cidade catalogou 72.530 trabalhadores em outubro.
Líder de operação regional do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Eliezer Sales Ramos, avalia que o desempenho de outubro confirma o que já havia sido apontado em setembro: a oscilação no saldo de empregos em Presidente Prudente está ligada a fatores sazonais e ao contexto econômico.
“Do ponto de vista do comportamento das empresas, área na qual o Sebrae-SP é especialista, observamos que outubro costuma ser um mês de transição, em que os negócios ajustam suas equipes enquanto se preparam para o ciclo mais forte de fim de ano”, descreve.
Frisa Eliezer que o setor de serviços voltou a registrar saldo positivo de 39 novos empregados, “coerente com sua relevância na economia local e mantém resultado robusto em outubro”. “O volume de admissões aumentou - 1.568 contra 1.273 no ano anterior. Isso indica maior rotatividade, possivelmente associada a ajustes internos e busca de reorganização operacional”, ressalta.
Entre outros fatores que contribuíram para a estabilização das contratações, o líder de operação regional pontua que, além dos efeitos sazonais, o cenário atual reflete: desempenho desigual entre setores, com recuos na indústria e construção compensando o avanço dos serviços; cautela dos negócios diante de custos elevados e crédito mais restrito; bem como o aumento da rotatividade, já que as empresas reorganizam quadros antes das contratações típicas de novembro e dezembro.
“A expectativa é de melhora gradual. Historicamente, o fim do ano impulsiona contratações temporárias e aumento da atividade no comércio e em serviços ligados ao consumo. Do ponto de vista empresarial, os pequenos negócios devem seguir como principais motores desse movimento”, explica Eliezer.
“Por isso, mesmo após um outubro estável, a tendência é de um fechamento de 2025 superior ao de 2024, especialmente se houver avanço no ambiente de crédito e na confiança do consumidor. Esse crescimento deve ser sustentado tanto pela sazonalidade típica do período quanto pela força dos pequenos negócios na economia local”, encerra o líder de operação regional do Sebrae-SP.
Reprodução/Inova Prudente

Eliezer: “Mesmo após um outubro estável, a tendência é de um fechamento de 2025 superior ao de 2024”
Reprodução/Caged

Em outubro, duas categorias tiveram saldo positivo enquanto outros três setores ficaram no vermelho