Na manhã desta quarta-feira, a Polícia Civil deu cumprimento a três mandados de busca e apreensão na capital paulista. A investigação conduzida pela equipe da Delegacia de Presidente Bernardes apura a atuação de um grupo criminoso voltado ao tráfico interestadual de drogas, com ramificações no Estado de Mato Grosso do Sul e com indícios de vinculação a uma facção criminosa.
A apuração teve início após a prisão em flagrante, em maio de 2024, de quatro indivíduos surpreendidos transportando mais de 80 quilos de maconha em um ônibus interestadual proveniente de Campo Grande (MS) com destino a São Paulo.
As análises periciais e os relatórios técnicos revelaram estrutura organizada, divisão de tarefas, habitualidade na prática criminosa e participação de diversos envolvidos, incluindo os dois investigados apontados como lideranças operacionais e logísticas do esquema. As evidências indicam que o grupo realizava viagens frequentes para transporte de maconha no sentido Campo Grande/São Paulo, além de remessas de cocaína no sentido inverso, a partir da capital paulista.
Os elementos colhidos apontam um homem, 36 anos, como o coordenador geral da operação criminosa. Ele era responsável por custear viagens, selecionar transportadores e monitorar em tempo real o deslocamento das drogas. Também foi identificada a atuação de um segundo indivíduo, 36 anos, responsável pela logística em São Paulo, onde recepcionava as cargas, fornecia apoio às chamadas “mulas” e auxiliava na continuidade do transporte até o destino final.
“Diante da gravidade dos fatos e da necessidade de impedir a continuidade delitiva, preservar as provas e assegurar o regular andamento da investigação, a Polícia Civil representou pela prisão temporária dos dois investigados, bem como pela expedição de mandados de busca e apreensão em endereços relacionados às atividades do grupo, incluindo um imóvel utilizado para retirada de cocaína na zona sul da capital”, pontua a Polícia Civil.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos dois aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia para aprofundar as investigações e identificar outros possíveis envolvidos. Participaram da operação 12 policiais civis do Deinter-8 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior) e 12 policiais civis do Dope (Departamento de Operações Policiais Estratégicas).