Em 2025, dos 2.895 partos realizados nos dois hospitais geridos pelo Estado, em Presidente Prudente, 1.905, ou 65,8%, foram cesarianas, e 990, ou seja, 34,2% foram normais. O cenário é semelhante ao registrado em 2024, quando 2.995 procedimentos de concepção foram registrados na rede pública: destes, 1.963 cesáreas (65,6%) e 1.032 (34,4%) normais.
Os números são da SES-SP (Secretaria de Estado da Saúde), e indicam que as incisões cirúrgicas no abdômen e útero prevalecem em ambas as unidades. No ano passado, no Hospital e Maternidade Estadual Doutor Odilo Antunes de Siqueira, foram realizados 1.763 partos, sendo 1.230 cesarianas e 533 normais. Em 2024, a unidade contabilizou 1.895 partos, com 1.351 cesarianas e 544 partos normais.
Também em 2025, o HR (Hospital Regional) Doutor Domingos Leonardo Cerávolo registrou 1.132 partos, sendo 675 cesarianas e 457 partos normais. Em 2024, foram 1,1 mil partos, dos quais 612 cesáreas e 488 normais.
A Lei 17.137, de 23 de agosto de 2019, aprovada no Estado de São Paulo, garante às gestantes do SUS (Sistema Único de Saúde) o direito de optar pela cesariana a partir da 39ª semana de gestação, com foco na autonomia da mulher.
E, embora as cirurgias prevaleçam sobre os partos normais, sendo da grávida a decisão sobre o tipo de procedimento, o Ministério da Saúde destaca que o parto humanizado é um direito conquistado para todas as gestantes, o qual garante o protagonismo e a dignidade da mulher no momento da concepção.
Entre os princípios básicos da humanização do parto, no entanto, o governo federal cita: entender que o parto normal é um processo natural, evitando intervenções desnecessárias; garantir o protagonismo da mulher no momento da concepção; além de informá-la sobre os procedimentos praticados durante o procedimento e somente realizá-los com a sua autorização.
Sobre as escolhas das gestantes, a SES-SP ressalta a existência do Plano de Parto, um documento, com validade legal no Brasil, elaborado junto à Atenção Primária à Saúde, na rede municipal, no qual a gestante registra suas preferências e desejos para o trabalho de pré-parto, parto e pós-parto. Ele comunica à equipe médica as providências a serem adotadas sobre alívio da dor, acompanhante, procedimentos e cuidados com o bebê, promovendo um parto humanizado e seguro.
Ainda, segundo a SES-SP, conforme resolução da própria pasta, na Nota Técnica “Boas Práticas do Parto e Nascimento” está assegurado o direito ao parto humanizado nos estabelecimentos públicos de saúde, no âmbito do Estado, reforçando a importância do Plano de Parto da gestante elaborado no pré-natal.
“O Plano de Parto é uma carta de intenções na qual a gestante declara o atendimento que espera para si e para o seu bebê durante o parto. Esse documento será elaborado durante o pré-natal pela gestante e pelo profissional que a acompanha e é apresentado aos profissionais que conduzirão o parto”, ressalta o Ministério da Saúde. “Ele contém informações a respeito de procedimentos médicos e intervenções a que aceita ou não se submeter, expectativas e como deseja ser tratada”, conclui o governo federal.
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No ano passado, no Hospital Estadual, foram realizados 1.763 partos, sendo 1.230 cesáreas
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No HR, foram 1.132 procedimentos em 2025: 675 cesarianas e 457 partos normais