“Hoje, as famílias viraram dormitórios e as escolas viraram depósitos – Drª Andréa Vermont – psicanalista”. Penso que, a maioria de nós já ouviu e muito de nossos pais, o que verdadeiramente nos impulsionavam a seguir em frente sem querer tentar titubear, desviar ou até reclamar de alguma coisa em casa. Acredito que para muitos de nós, e se pensarmos bem, isso ficou gravado em nosso subconsciente, o quanto que nossos pais, até insistiam que suas vidas não foram nada fácil.
Tenho a plena certeza de que em muitos de nós, grande parte dessa longa história jamais saiu das nossas cabeças... Então, mas até que ponto podemos de maneira muito peculiar, clara e didaticamente singular, expressar nossas intempéries de um tempo tão diferente de nossos filhos? Para nós, isso poderia elucidar e simplificar suas buscas por algo que os tenham como dúvidas e avançar, mas para a maioria deles, isso não faz a menor diferença, e às vezes até atrapalha. Seria isso mesmo?
Assim, nos cabe a sensibilidade de repensar, reavaliar e precaver que estamos diante de um mundo tão eficaz de suas informações, que qualquer que seja uma tentativa de nova sugestão (mesmo simplificada de tempos atrás) para ousar como forma de busca efetiva, poderemos abalar emocionalmente algo que não dê tão certo aos nossos entes queridos. Nessa simples analogia de nossos tempos, acredito que cabe um pequeno parêntese, isto é (estamos diante de uma geração minuciosamente descomprometida e com seus pais bolhas) com a história, e seja ela qual for. Pois ainda ouvimos ironicamente: então, isso já foi né, é passado viu...
É previsível a intenção de demonstrar que as mudanças, quando queremos que elas ocorram, foi preciso não se omitir daquilo de que em algum lugar, e seja com quem for, deu um resultado satisfatório devido às imersões feitas por diagnósticos reais. De quem realmente vivenciou momentos tênues, por um caminho que o fizesse ter como sentido algo que o validasse a dar valor a sua prova de vida. Nossos pais, acredito, mesmo dentro de suas limitações de palavreados que não tinham, executavam na prática o que realmente teriam que fazer para que uma profissão, seria promissora ou não, já tinham um lugar que alguém de nós poderia e almejavam como futuro.
Hoje, “pais temerosos às atitudes de seus filhos, criados por eles mesmos”, nesse contexto já havia dito tempos atrás. Evidente que, sempre iremos de alguma maneira, mesmo ousando como um impulso para que não recuem, lidaremos sempre na forma de prosperar afinidade, carinho, afetividade, amor, mas com sinergia de que pulso firme combine com suas vontades e crença do que realmente vale. No que realmente necessita ser feito. Isto não é subjugar no que tem suas dificuldades, mas direcionar na hora verdadeira, para que o tempo não se prolongue além do que precisa ser trabalhado. Mesmo sabendo que o tempo, cada um o tem à sua maneira, mas... Ou não?
Precisamos urgentemente rever certos conceitos, devido a muitos pais, por acreditarem e depositarem grandes expectativas no que poderiam ser de seus filhos hoje. Nada de extremos, somente alegação de um momento totalmente insano e equidistante de nossa realidade, como forma de que eles poderão de alguma hipótese extraírem o seu melhor, se permitirem o quanto cada um de nós, mesmo como pais ou não, só queremos que evoluam. De forma simplificada, caso as instituições escolares entendam, já que lutam desde então, precisam se aliar mais firmemente às famílias. Infelizmente, muitos pais ainda vivem estaticamente em seus quadrados, totalmente inertes por aceitarem que por ser seus filhos está tudo bem!