Envelheça sem medos

OPINIÃO - Sergio Munhoz Pereira

Data 18/03/2026
Horário 05:00

Passamos boa parte da nossa infância com medo. São muitas formas de medo. Medo de ficarmos sozinhos. Medo de apanhar. Medo de ficarmos doentes. Medo de nossos pais morrerem e até medo de “bicho papão”.
Quando vamos crescendo, boa parte destes medos vai desaparecendo e a maioria até cessa completamente na vida adulta. 
Acreditamos que com a vida em processo de envelhecimento e a experiência que “passamos por tudo na vida”, os medos não retornarão. Enganamo-nos!
Velhice pode ocasionar muitas vezes medos, e estes podem proporcionar insegurança e isso normalmente gera isolamento social e ansiedade, exigindo apoio familiar, adaptação do ambiente para evitar quedas e suporte psicológico para promover envelhecimento ativo. Mas quais são estes medos?
Os principais medos dos idosos estão entre:
Perda da autonomia: O medo de depender de terceiros para atividades diárias. Não poder caminhar sozinho. Não poder ir ao banco retirar sua aposentadoria. Não ir à feira e ao mercado e não poder caminhar com seu cãozinho. 
Medo de cair: Esta é uma das maiores inseguranças na terceira idade. E acima dos 80 anos a queda de um paciente impede que se levante sozinho e isto pode gerar um ciclo vicioso: o medo limita movimentos, resultando em perda de força muscular e, consequentemente, mais quedas, resultando no processo ficar de cama.
Solidão e isolamento: Medo de ficar só, especialmente após a perda de cônjuges ou amigos. Perda das referências como pais, irmãos, filhos ou mesmo vizinhos, ocasiona sensação de estar só. Todos se foram e fiquei só eu. O que faço meu Deus?
Adoecimento e morte: Medo da dor, de doenças crônicas e do processo de morrer.
Financeiro: Preocupação com custos de saúde e moradia.
Temos como lidar e ajudar para reduzir ou abolir medos na velhice.
Segurança no ambiente: Constitui uma das principais alternativas. Adaptar a casa com barras de apoio, adequada iluminação, retirar tapetes para reduzir o medo de quedas. 
Estímulo à atividade física: muito importante a realização de exercícios, mas sempre orientados, pois melhoram o equilíbrio e a autoconfiança.
Socialização: Manter relações sociais ativas ajuda a evitar o sentimento de abandono. 
E, finalmente, o apoio psicológico: Profissionais auxiliam no enfrentamento do medo de envelhecer e na ressignificação das perdas.
Lembrando sempre que medo excessivo não deve ser encarado como "normal da idade", pois pode gerar ansiedade e depressão.
 

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