Equilíbrio

OPINIÃO - Walter Roque Gonçalves

Data 29/05/2021
Horário 04:30

Qual das máximas faz mais sentido para você? “Quem trabalha muito não tem tempo de ganhar dinheiro” ou “o olho do dono é que engorda os bois”? Estas frases se complementam e carregam uma boa dose de sabedoria, vale a pena atentar-se aos seus significados. Em suma, empresários que focam em demasia nas tarefas operacionais bem como aqueles que se afastam de vez, ambos terão problemas. A empresa precisa de integração e dinâmica entre todas as áreas funcionais e estratégicas, por isso a palavra-chave de sempre: equilíbrio!
As empresas funcionam em três níveis: operacional, gerencial e estratégico. Quando esta visão é transferida para um desenho, levando em consideração a quantidade de cargos e pessoas alocadas, observa-se que a base operacional é maior, seguido pelo gerencial e o estratégico. O resultado é uma pirâmide com o estratégico no alto, o operacional na base e o gerencial no meio. Através desta representação é possível pensar na hierarquia, nos níveis de decisão e de planejamento. Desta forma, permite-se um pensamento claro e estruturado para que o empresário possa superar seus desafios.
O empresário que trabalha demais e não tem tempo para ganhar dinheiro é aquele que precisa se concentrar na área estratégica da empresa, nos caminhos para manter e crescer a atividade empresarial. E, ao invés disso, apega-se às tarefas que podem e devem ser delegadas para seus colaboradores. Por outro lado, aqueles que se desapegam demais do operacional deixam de colocar o “olho do dono” nos negócios, ou seja, acompanhar, monitorar e melhorar as operações básicas da empresa. A falta do “olho do dono” na empresa pode gerar grandes expectativas para os clientes diante de um estratégico bem-feito, e estes se frustrarem com a entrega do produto e serviço devido a falhas na execução.
Monitorar a base operacional da empresa pode ser feita pessoalmente e/ou por relatórios confiáveis. Assim sendo, o “olho do dono” fará sempre diferença e deixar de delegar ações sobrecarregará o empresário ao ponto de ficar sem tempo para aquelas tarefas estratégicas que somente ele pode fazer. Portanto, desde o pequeno empresário que abriu a empresa com pouco ou nenhum funcionário até aqueles que têm milhares de lojas espalhadas pelo globo, o equilíbrio entre a visão estratégica, gerencial e operacional deve ser sempre perseguido.
 

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