Espaço público recebe mobiliário reciclável

“Toda essa mobilização foi para proporcionar aos visitantes do Pico da Neblina uma estrutura confortável e diferenciada", diz.

PRUDENTE - Laís Ernesto

Data 28/08/2014
Horário 08:24
 

O "Pico da Neblina" de Presidente Prudente recebeu um mobiliário produzido pelos alunos do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unoeste (Universidade do Oeste Paulista). A exposição está na rua Mitiyoshi Tokunaga, 621, no jardim Cambuí, e segue até a próxima segunda-feira. O local foi batizado com este nome por proporcionar uma vista ampla de toda a cidade.

Com o objetivo de deixar a paisagem da área mais bonita e agradável, a professora responsável pelo projeto "Valorização do espaço público e da paisagem urbana", Yeda Ruiz Maria,  conta que os alunos do 4º ao 10º termo do curso desenvolveram atividades como análise crítica do ambiente, planejamento, criação, montagem das mobílias e análise de como a comunidade recebeu este conceito.

Jornal O Imparcial Projeto acadêmico transformou o ambiente usado para lazer

Parte deste projeto faz parte de um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Uma das acadêmicas participantes, Laba Mika Ota, diz que o local onde foi colocado o mobiliário integra a área de estudo de seu grupo. "Percebi que muitas pessoas visitam o ‘Pico da Neblina’, entretanto, o espaço não tinha uma estrutura para recebê-las", afirma. A partir de então surgiu a ideia de oferecer maior comodidade aos frequentadores do ambiente. Ota acrescenta que o projeto foi desenvolvido também para atrair olhares sobre o potencial do lugar e a necessidade de progresso.

A ideia da reciclagem abriu uma discussão entre os acadêmicos. Henrique Luiz de Oliveira, aluno do 6º termo, afirma que a partir de materiais recicláveis é possível transformar um ambiente comum em espaço de lazer. "Toda essa mobilização foi para proporcionar aos visitantes do Pico da Neblina uma estrutura confortável e diferenciada", diz.

A professora completa que 20 alunos participaram da produção do projeto e da montagem do mobiliário. Ela explica que como lá é uma área pública, é preciso ter uma estrutura de conforto para a população que mora aos redores e frequenta o local. Antes deste projeto, Ruiz enfatiza que não havia uma qualidade. "É, de uma certa forma, uma crítica ao poder público", conta.

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